
BRASIL – Mercado fonográfico brasileiro registra crescimento de 12,6% no primeiro semestre de 2023, impulsionado pelo streaming.
De acordo com os dados divulgados, as receitas com assinaturas em plataformas digitais tiveram um incremento de 17,8%, totalizando R$ 775 milhões. Já o faturamento proveniente do streaming remunerado por publicidade atingiu R$ 406 milhões, um aumento de 3,2% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
Em relação às vendas físicas, o faturamento foi de R$ 8 milhões, representando apenas 0,6% do total do faturamento do setor. Dentro desse formato, os discos de vinil foram os mais comercializados, alcançando um faturamento de R$ 5 milhões, seguido pelas vendas de CDs, que alcançaram R$ 3 milhões.
As outras receitas digitais, que incluem receitas com download e personalização de telefonia móvel, representaram apenas 0,2% do total das receitas físicas e digitais, totalizando R$ 2 milhões no período.
Segundo o presidente da Pro-Música Brasil, Paulo Rosa, é fundamental que os produtores fonográficos continuem investindo no desenvolvimento artístico e na descoberta de novos talentos musicais, na produção, marketing e promoção da música e dos artistas. Ele ressalta que praticamente todos os royalties recebidos por artistas e compositores musicais são provenientes do streaming, tanto no Brasil quanto no exterior.
Rosa destaca ainda que no mercado de streaming, o repertório nacional predomina, com apenas uma música internacional entre as 50 mais ouvidas pelos usuários. Isso reforça a importância do mercado fonográfico brasileiro para os artistas e compositores nacionais.
A Pro-Música Brasil, anteriormente conhecida como Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), é responsável por promover o mercado de música gravada em meios físicos ou digitais. A entidade coleta regularmente dados e estatísticas sobre o mercado fonográfico brasileiro e emite certificados de venda, além de consolidar as informações fornecidas por plataformas como Spotify, Apple Music, Deezer e Youtube.
Com base nos números divulgados, é possível concluir que o mercado fonográfico brasileiro continua em crescimento saudável e sustentável. As gravadoras e distribuidoras, nacionais e internacionais, estão apostando alto no futuro do negócio no Brasil, o que beneficia toda a cadeia produtiva da música gravada.









