
BRASIL – Governo investirá R$ 2 bilhões em plano de segurança para Amazônia Legal com criação de novas bases e centro de comando.
Durante a abertura da 13ª Semana de Segurança Cidadã e Justiça, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, anunciou o investimento e destacou a importância de enfrentar o crime organizado que atua na região. Segundo ele, o crime não reconhece fronteiras geopolíticas, então é necessário uma atuação conjunta dos estados para combater a criminalidade.
Capelli também ressaltou a necessidade de políticas estruturantes que promovam o desenvolvimento e ofereçam alternativas para a juventude nas periferias, especialmente os jovens negros que são mais vulneráveis e acabam se envolvendo com o crime organizado. Além disso, ele mencionou a reportagem de televisão que mostrou membros de uma organização criminosa treinando com fuzis na favela da Maré, no Rio de Janeiro, para exemplificar a situação de guerra que algumas cidades brasileiras enfrentam.
O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Morgan Doyle, também participou do evento e destacou a importância de enfrentar a criminalidade e violência que impactam no bem-estar da população e no crescimento econômico do país. Um estudo do banco apontou que a criminalidade e a violência representam cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Doyle anunciou que o BID vai lançar uma plataforma com mais de 700 projetos e experiências positivas na área de segurança, abrangendo temas como violência infantojuvenil, violência contra a mulher e justiça penal. O objetivo dessa iniciativa é permitir que autoridades e membros de outras organizações possam compartilhar conhecimentos e aprender uns com os outros, promovendo o diálogo regional para enfrentar a criminalidade de forma mais eficaz.
Esses investimentos e iniciativas demonstram o compromisso do governo brasileiro em garantir a segurança na Amazônia Legal e combater o crime organizado. Espera-se que essas medidas estruturantes e a cooperação internacional contribuam para reduzir a violência na região e promover o desenvolvimento sustentável.









