
BRASIL – Presidente do Conselho Europeu pedirá à China no Conselho de Segurança da ONU para pressionar Rússia por “paz justa” na Ucrânia.
Michel buscará o apoio da delegação chinesa durante a reunião do Conselho de Segurança, que ocorrerá no contexto da Assembleia Geral anual da ONU em Nova York. Em seu discurso, o presidente do Conselho Europeu solicitará uma paz que respeite os princípios fundamentais da Carta da ONU, especialmente a integridade territorial de uma nação soberana.
O presidente irá dirigir-se diretamente à delegação chinesa, destacando a responsabilidade das nações em unir forças para persuadir a Rússia a colocar um fim nessa guerra criminosa que tem causado tantos danos. Han Zheng, vice-presidente da China, é esperado como representante do país na reunião do Conselho de Segurança.
Além de Michel e da delegação chinesa, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, também participará do encontro do conselho. Zelenskiy trará sua perspectiva sobre a situação na Ucrânia e provavelmente enfatizará a importância do apoio internacional na busca por uma resolução pacífica.
Vale destacar que a China se absteve de votar na Assembleia Geral da ONU, onde uma esmagadora maioria de 193 membros exigiu a retirada das tropas russas da Ucrânia e o fim dos combates. Essa abstenção pode ser interpretada como uma tentativa de manter uma posição neutra na questão, evitando se alinhar completamente com a Rússia ou com as demandas da comunidade internacional.
Pequim, em comunicado oficial, afirmou que a soberania e a integridade territorial de todos os países devem ser respeitadas. No entanto, deixou claro que todas as preocupações de segurança devem ser abordadas, denotando um possível incômodo com a presença da Otan nessa região.
O discurso de Michel e suas tentativas de buscar apoio chinês evidenciam a importância de uma abordagem coordenada e diplomática para solucionar o conflito na Ucrânia. A comunidade internacional espera que a pressão conjunta de nações relevantes possa influenciar a Rússia a buscar uma solução pacífica que respeite os princípios fundamentais da Carta da ONU. A reunião do Conselho de Segurança será um momento crucial para avaliar o apoio e a cooperação dos países envolvidos na busca por uma resolução justa para a crise.









