
BRASIL – “Sargento da PM é baleado e morto em São Vicente, sendo o oitavo policial militar vítima de violência na Baixada Santista”
O sargento Gerson Antunes Lima, de 55 anos, estava inativo desde 2019 e sua última unidade de serviço foi a 1ª CIA do 45º BPM/I. Ele foi rapidamente socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro Vicentino, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos. Lima é o oitavo policial militar morto na Baixada Santista desde o início do ano, sendo que sete deles estavam inativos. Além disso, outros 12 policiais foram feridos na região durante este ano, sendo oito em serviço, três de folga e um inativo.
No mesmo dia, uma equipe do 2º Batalhão de Ações Especiais (Baep) estava em patrulhamento pelo bairro Castelo, em Santos, quando um homem em uma bicicleta disparou contra a viatura que se aproximava da comunidade. Um soldado foi atingido no ombro pelos tiros, e três pessoas que estavam nas proximidades também ficaram feridas e foram levadas para a UPA Vila Noroeste.
Segundo a SSP, uma mulher de 22 anos não resistiu aos ferimentos e o soldado baleado foi internado e está em observação. Durante as buscas nas imediações do local, os policiais encontraram drogas e uma arma de fogo. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal na Central de Polícia Judiciária de Santos. Todas as circunstâncias estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Vale ressaltar que na terça-feira (5), o governo do estado de São Paulo anunciou o fim da Operação Escudo da Polícia Militar (PM) na Baixada Santista, que vinha sendo realizada desde o final de julho. Essa operação foi alvo de críticas devido ao alto índice de letalidade policial, resultando na morte de 28 civis.
Espera-se que novas operações não sejam necessárias, mas o secretário de Segurança, Guilherme Derrite, afirmou que em caso de afronta ao Estado, outras ações como a Operação Escudo serão desencadeadas. Durante o período da operação, foram presas 958 pessoas. Ela foi uma resposta da PM à morte do soldado Patrick Bastos Reis, do Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no Guarujá, em 27 de julho.
No entanto, a operação também recebeu diversas críticas. Moradores das áreas onde ocorreram as mortes denunciaram que policiais executaram pessoas identificadas como ex-detentas ou com passagens pela polícia. Uma comissão formada por deputados estaduais, representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, da Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) investigou os relatos e constatou violações de direitos humanos praticadas pelos agentes policiais.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) também divulgou um relatório preliminar sobre a Operação Escudo, que apresenta 11 casos de violação de direitos humanos cometidos pelos agentes policiais, incluindo execuções e invasões ilegais de domicílio. As autoridades competentes agora seguem investigando o caso e buscando soluções para a segurança pública na região.









