
BRASIL – Operação Escudo resulta em 27 mortos e é alvo de críticas por supostas retaliações a comunidades periféricas da Baixada Santista.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), todas as mortes ocorreram durante confrontos entre as vítimas e os agentes das forças policiais. No entanto, a conduta dos policiais militares tem levantado suspeitas e gerado desconfiança quanto à veracidade dessa versão.
Diante desses questionamentos, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar a legalidade da Operação Escudo. A promotora responsável pelo caso irá avaliar se há indícios de ilegalidade ou violações dos direitos humanos durante a ação policial.
As denúncias de violações de direitos chegaram ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que também decidiu elaborar um relatório sobre o assunto. Segundo informações antecipadas pela Agência Brasil na última sexta-feira (1º), o relatório aponta para casos de execuções na Operação Escudo.
A preocupação com a atuação da polícia na operação é tão grande que até mesmo os participantes de uma audiência sobre o assunto foram ameaçados por policiais militares. Segundo relatos, após saírem do evento na sede da Defensoria Pública da União, um grupo de jovens foi abordado e ameaçado por questionar a atuação da corporação.
A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública para obter mais informações sobre o ocorrido, mas até o momento não obteve retorno.
Enquanto isso, a pasta responsável pela operação afirma que todos os casos de morte decorrente de intervenção policial são investigados pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais e pela Polícia Militar, por meio de Inquérito Policial Militar.
Diante da polêmica em torno da Operação Escudo, é necessário aguardar os desdobramentos do inquérito civil e do relatório do CNDH para se ter uma avaliação mais precisa sobre a legalidade e a atuação da polícia nessa operação. A sociedade civil e as entidades de direitos humanos continuam acompanhando de perto o desenrolar dos fatos, buscando garantir que a operação realmente cumpra o seu objetivo de combate ao narcotráfico sem ferir os direitos e garantias dos cidadãos.









