
BRASIL – Waly Salomão: O legado do poeta e letrista da MPB que é lembrado e reverenciado por amigos e admiradores até hoje.
Artistas como Maria Bethânia e o historiador Ricardo Cravo Albin prestaram homenagens ao poeta. Maria Bethânia o descreveu como uma pessoa especial, sensível e inteligente. Já Cravo Albin destacou sua sensibilidade e ampla cultura. A falta de Waly Salomão é evidente tanto na música popular brasileira, onde suas parcerias com Jards Macalé renderam sucessos como “Vapor Barato”, quanto na literatura, onde ele foi vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro de poesia “Algaravias”.
Waly Salomão também teve participação importante no movimento tropicalista na década de 1970. Ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nara Leão, ele defendeu a originalidade e a busca por referências brasileiras. Sua atuação não se limitou apenas à arte, ele também ocupou cargos na administração pública, como presidente da Fundação Gregório de Matos e secretário nacional do Livro e Leitura.
A amizade entre Waly Salomão e Maria Bethânia foi marcada por parcerias musicais e momentos inesquecíveis. Bethânia destaca a inteligência e a língua afiada do poeta, que deixam saudades. Ela ressalta a importância dele em sua carreira, como diretor do espetáculo “Mel”, e afirma que a vida perdeu um pouco do encanto sem ele.
A homenagem a Waly Salomão ocorreu na Bienal do Livro em 2003, pouco depois de sua morte. No evento, os participantes lembraram do espírito de liberdade e do humor afiado do poeta.
A falta que Waly Salomão faz para a cultura brasileira é evidente. Sua sensibilidade, inteligência e busca pela originalidade o tornam uma figura única e insubstituível. Sua obra continua viva e seu legado permanece como inspiração para artistas e amantes da arte em geral.









