BRASIL – Stanislaw Ponte Preta é homenageado com leituras dramatizadas, em evento que celebra suas obras e seu legado.

O Serviço Social do Comércio (Sesc) do Rio de Janeiro iniciou hoje uma série de leituras dramatizadas em homenagem ao cronista Sergio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Essa iniciativa ocorre com base no livro “Sérgio Porto & Stanislaw Traço e Letra”, organizado por Ilana Braia. A entrada para os eventos é franca e a classificação indicativa é para maiores de 12 anos.

O livro sobre Sérgio Porto foi selecionado em um edital da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro de 2021. O escritor teria comemorado seu centenário de nascimento em janeiro deste ano. O evento organizado pelo Sesc, intitulado “Sérgio Porto, 100 anos de humor e a alma carioca”, foi contemplado no edital Sesc Pulsar. O objetivo é apresentar parte da obra do cronista para as novas gerações.

As rodas de leitura dramatizadas foram idealizadas por Ilana Braia e Mônica Behague, com realização do Le Toon Studio. A direção fica por conta de Claudio Mendes, que também atua ao lado de Hugo Germano, Marianna Mac Niven e do músico-ator e diretor musical Ronaldo Mota. Ao final das apresentações, os atores terão uma conversa com o público, proporcionando uma experiência mais interativa.

Claudio Mendes foi responsável pela organização dramatúrgica das leituras a partir do livro organizado por Ilana Braia. As apresentações começaram hoje, às 15h, no teatro do Sesc Niterói. Elas também serão realizadas em outras unidades do Sesc, como Quitandinha, Barra Mansa, Nova Iguaçu, Tijuca, Duque de Caxias, Três Rios e Madureira.

Sérgio Porto foi um dos cronistas brasileiros mais importantes e revolucionou a linguagem jornalística com seu estilo humorístico e irreverente. Ele ficou conhecido pelo “Febeapá” (Festival de Besteiras que assola o país), criado em 1966, que retratava com ironia os acontecimentos dos primeiros anos dos governos militares. Esse trabalho consagrou Sergio Porto como um ícone do humorismo político nacional.

Além do humor, outra característica marcante de Sergio Porto era sua experiência urbana. Ele conseguiu retratar a vida carioca, mostrando aspectos dos cariocas, suas alegrias, tristezas, angústias e anseios, com um olhar atento ao que havia de mais popular e característico: a simplicidade e o humor da cidade. Seus personagens, como Tia Zulmira, primo Altamirando e Rosamundo, são um reflexo dessa sua visão.

Em memória de Sergio Porto, um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário “O Pasquim” em 1969. Essa iniciativa foi uma forma de dar continuidade ao estilo provocador e irreverente do cronista.

Com as leituras dramatizadas promovidas pelo Sesc, espera-se que o legado de Sergio Porto seja mantido vivo e que as novas gerações tenham a oportunidade de conhecer e apreciar seu humor e sua visão única da alma carioca.