
BRASIL – Desde fevereiro, a UFRJ identificou uma variedade de subvariantes da Ômicron, revelando a incrível diversidade do vírus.
O estudo foi conduzido pela Unidade de Genômica do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, que coletou amostras de pacientes que testaram positivo para covid-19 entre fevereiro e agosto. A identificação da variante Éris aconteceu em duas amostras coletadas em agosto, nos dias 10 e 11, de dois membros de uma mesma família. Ambos apresentaram febre e sintomas respiratórios cerca de uma semana após retornarem de uma viagem à Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Inicialmente, apenas um deles apresentou sintomas de resfriado de curta duração, quatro dias após o retorno da viagem.
A UFRJ indica que, devido ao histórico recente de viagem para uma região com grande concentração de turistas internacionais e ao curto período de tempo para o aparecimento dos sintomas, é possível que a infecção tenha sido “importada” e tenha havido transmissão intradomiciliar. Entretanto, a universidade ressalta que não é possível afirmar que a transmissão local sustentada da variante Éris já estava ocorrendo na época em que as amostras foram coletadas.
No entanto, nesta quarta-feira (30), a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou a transmissão local da subvariante Éris na cidade. O caso foi atestado pelo laboratório de sequenciamento genético da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 46 anos, que apresentou sintomas leves, cumpriu isolamento domiciliar e atualmente não apresenta mais sintomas. A ausência de histórico de viagem indica que há transmissão local dessa linhagem.
Apesar da alta cobertura vacinal na cidade do Rio de Janeiro, atingindo 98% no esquema inicial de vacinação (primeira e segunda dose), a Secretaria Municipal de Saúde destaca a importância de receber a dose de reforço da vacina. Isso ocorre porque a proteção vai diminuindo ao longo do tempo, tornando indispensável a dose adicional. As vacinas estão disponíveis em diversas unidades de saúde do município, incluindo o Super Centro Carioca de Vacinação em Botafogo, que funciona todos os dias das 8h às 22h, além dos postos extras espalhados pela cidade. A SMS ressalta a importância de completar o esquema vacinal como forma de combater a disseminação das variantes do vírus.









