BRASIL – Ronaldinho Gaúcho rejeita alegações de ser proprietário de empresa de criptomoedas, segundo informações recentes.

Ronaldinho Gaúcho, ex-jogador de futebol brasileiro e ídolo nacional, compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília, para prestar depoimento sobre seu suposto envolvimento em esquemas fraudulentos de pirâmides financeiras. A CPI investiga empresas que teriam causado prejuízos milionários a investidores por meio desses esquemas ilegais.

Durante o depoimento, Ronaldinho negou ser fundador e sócio-proprietário da empresa 18K Ronaldinho Comércio e Participações Ltda, que prometia retornos financeiros expressivos por investimentos em criptomoedas. Ele também negou ter firmado contrato com a empresa LBLV, da qual era garoto propaganda. No entanto, ele admitiu ter firmado contrato com outra empresa de gestão de mídias sociais, a Tailor Media, que tinha ligação com a LBLV.

Segundo Ronaldinho, sua imagem foi usada indevidamente pela empresa 18K Ronaldinho, que registrou seu nome e apelido na razão social, sem sua autorização. Ele afirmou que foi vítima dos sócios da empresa, Rafael Honorário Nunes de Oliveira e Marcelo Lara Marcelino, que utilizaram sua imagem de forma ilegal para promover uma linha de relógios.

No entanto, a CPI das Pirâmides Financeiras contestou essa versão apresentada por Ronaldinho. De acordo com o relator da CPI, deputado Ricardo Silva, o ex-jogador não cessou suas atividades ilícitas mesmo após o rompimento dos contratos, utilizando sua credibilidade e popularidade para incentivar investidores a participarem do esquema fraudulento.

A CPI já aprovou a quebra de sigilo bancário de outros artistas e celebridades, como Tatá Werneck, Cauã Reymond e Marcelo Tas, que foram convocados para prestar esclarecimentos sobre campanhas publicitárias para empresas suspeitas de serem pirâmides financeiras.

Durante o depoimento, Ronaldinho se recusou a responder diversas perguntas feitas pelos parlamentares e afirmou desconhecer várias situações. Ele foi amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantiu o direito ao silêncio.

A CPI das Pirâmides Financeiras segue investigando empresas suspeitas de fraudes, como a 123Milhas, que recentemente pediu recuperação judicial. Os sócios da empresa, Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira, foram convocados a depor na CPI e, caso não compareçam, será expedida condução coercitiva.

A participação de celebridades em casos de pirâmides financeiras levanta questões sobre a responsabilidade dos influenciadores em tempos digitais e a necessidade de regulamentação dessas atividades no mercado. A CPI das Pirâmides Financeiras busca investigar e punir os responsáveis por esses esquemas ilegais, que causam prejuízos a investidores de diferentes perfis econômicos.