
BRASIL – O advogado José Roberto Batochio concede permissão para G. Dias permanecer em silêncio durante interrogatório na CPMI marcada para o dia 8 de janeiro.
O depoimento de G. Dias está agendado para esta quinta-feira (31) e a decisão de Zanin se baseia no direito de o ex-ministro não se autoincriminar e produzir provas contra si próprio, garantido pela Constituição Federal. No entanto, o magistrado ressaltou que o general deverá responder a perguntas objetivas e que não estejam relacionadas ao conteúdo protegido pela constituição.
Ao deferir a liminar, o ministro Cristiano Zanin assegurou que o ex-GSI terá o direito ao silêncio, à assistência de um advogado durante o depoimento, à não obrigatoriedade de dizer a verdade e à não sofrer constrangimentos físicos ou morais.
Vale ressaltar que em abril deste ano, o general Gonçalves Dias pediu demissão da chefia do GSI depois que imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto foram divulgadas pela imprensa. No vídeo, ele e outros funcionários do gabinete do GSI aparecem caminhando no interior do Planalto enquanto vândalos depredavam e tomavam água nas instalações do edifício público invadido em 8 de janeiro.
Em junho, a CPMI dos Atos Golpistas aprovou a convocação de G. Dias para prestar depoimento como testemunha. Na ocasião, o ex-ministro negou as acusações de omissão ou conivência e afirmou ter atuado para proteger o Palácio do Planalto. Ele também relatou ter sido induzido a uma avaliação equivocada dos fatos devido a informações divergentes recebidas de membros do GSI na época.
O depoimento de G. Dias é aguardado com grande expectativa, uma vez que ele ocupava uma posição de destaque no GSI durante a invasão do Palácio do Planalto. Os parlamentares esperam que o ex-ministro possa fornecer detalhes e esclarecimentos importantes para as investigações em curso na CPMI dos Atos Golpistas.









