
BRASIL – Empresa que causou a formação de espuma no Guandu é multada em R$ 10,7 milhões pelo Inea.
Apesar do transtorno causado, a previsão é que o abastecimento volte à normalidade na manhã desta quinta-feira, dia 31. Segundo o vice-governador do Rio de Janeiro e secretário de Meio Ambiente, Thiago Pampolha, a empresa Burn Indústria e Comércio será penalizada de forma exemplar. Ele ressalta que o estado do Rio de Janeiro não pode aceitar esse tipo de crime ambiental de forma pacífica e que é necessária muita energia do governo para lidar com esse caso.
A Burn Indústria e Comércio atua não apenas na fabricação de produtos têxteis para uso doméstico, mas também na produção de uma substância química utilizada no lançamento no rio Guandu, segundo informações divulgadas em sua página oficial. A empresa é classificada como de pequeno porte, com 20 funcionários.
Em comunicado, a Burn afirmou explicitamente que não há nenhuma relação entre a fábrica de Queimados, localizada na Baixada Fluminense, e a presença do material químico na bacia do Rio Guandu. A empresa garante que a unidade opera com tecnologia de ponta e padrão internacional, seguindo procedimentos rigorosos de controle, com manuseio automatizado da matéria-prima em um ambiente fechado, sem qualquer conexão com a rede pluvial.
Conforme a empresa, todas as licenças para o descarte adequado de resíduos estão atualizadas e sob monitoramento e controle constante dos órgãos ambientais competentes. A Burn ressalta ainda que a fábrica está a uma distância de 11 quilômetros do sistema do Guandu. Além disso, a empresa adota iniciativas sustentáveis, como o sistema de reuso de água da chuva e a iluminação por fontes renováveis.
A Burn Indústria e Comércio contratou um laboratório para coletar e analisar a água, colaborando com as investigações para esclarecer o ocorrido. Vale ressaltar que todas as informações foram baseadas em manifestações oficiais da empresa, sem citar a fonte específica.









