
BRASIL – Um lançamento criminoso de substâncias causou preocupação no Rio Guandu, afirma o Inea em comunicado.
A substância, identificada como um tipo de detergente, foi lançada na água de forma pontual, de acordo com o diretor de saneamento e grande operação da Cedae, Daniel Okumura. Isso indica que, até o fim do dia, a água do Rio Guandu, que abastece 80% da Região Metropolitana do Rio, deve estar em condições de captação novamente. No entanto, a normalização do fornecimento de água para todos os pontos da região pode levar até 72 horas.
O Sistema Guandu trata cerca de 43 mil litros de água por segundo e fornece água para nove municípios: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Queimados, Itaguaí e Mesquita. Cerca de 11 milhões de pessoas são atendidas pelo sistema. A interrupção da captação ocorreu após técnicos da Cedae identificarem a espuma nos pontos de captação por volta das 4h.
Segundo a Cedae, até o momento da interrupção, a água tratada e enviada à distribuição passou por todos os controles de qualidade e não apresenta riscos. A empresa abriu as comportas da estação de tratamento para que a água contaminada pelo surfactante escoe mais rapidamente. No entanto, enquanto a situação não se normaliza completamente, o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, pede que a população economize água e evite desperdícios.
O Inea acionou a Polícia Civil para investigar o caso por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. As autoridades estão verificando se algum dos 72 estabelecimentos industriais e comerciais licenciados para o despejo no Rio Guandu foi responsável pelo lançamento da substância surfactante. Além disso, não foi descartada a possibilidade de que a substância tenha sido lançada no rio de outras formas, como por exemplo, por um caminhão.
A população aguarda ansiosa pela normalização do fornecimento de água na região metropolitana do Rio de Janeiro. Enquanto isso, é importante que todos façam sua parte, economizando água e evitando qualquer tipo de desperdício. O caso continua em investigação e espera-se que em breve sejam identificados e responsabilizados os culpados por esse crime ambiental.









