
BRASIL – Este ano, a importação de produtos de até US$ 50 registrou crescimento de 11%.
Ao todo, foram importados cerca de 3,3 bilhões de itens, sendo a maioria proveniente da China. A pesquisa revelou que a importação de produtos chineses cresceu 38%, representando quase 40% do total de itens importados pelos consumidores brasileiros, com um total de 1,3 bilhão de unidades. Em segundo lugar como país de origem dos produtos importados está o Paraguai, com 296 milhões de unidades, equivalente a 8,9% do total.
Segundo Fabio Bentes, economista responsável pelo estudo, a alta nas importações foi impulsionada pela valorização do real frente ao dólar e pela alta carga tributária interna. A diferença na carga de impostos sobre o consumo no Brasil e no exterior foi um fator crucial para o aumento das importações de bens de consumo. No entanto, a CNC alerta para o fato de que esse tipo de comércio reduz a competitividade do produto nacional, e por isso, é necessária uma isonomia tributária para as importações de bens de consumo de baixo valor.
Para trazer mais benefícios aos consumidores, entrou em vigor no dia 1° de agosto a isenção federal para compras online de até US$ 50. Essa medida visa facilitar o acesso dos brasileiros a produtos importados de baixo valor e ampliar as opções de compra.
A CNC destaca a importância de medidas que promovam a competitividade do produto nacional e o estímulo à produção interna. A confederação ressalta a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre os impactos da importação de produtos de baixo valor no mercado nacional e a busca por soluções que equilibrem o cenário.
O aumento na importação de produtos com valor de até US$ 50 demonstra a preferência dos consumidores brasileiros por produtos importados, principalmente os provenientes da China. É fundamental que as autoridades e entidades competentes avaliem as medidas necessárias para proteger a indústria nacional e promover um ambiente de concorrência mais equilibrado.









