
BRASIL – O CMN anuncia medidas que facilitam acesso ao crédito para agricultores em regiões de riscos climáticos.
Essa dispensa será válida até junho de 2024 e tem como objetivo beneficiar os produtores rurais cujas plantações estejam inseridas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. No entanto, para que a flexibilização ocorra, é necessário que o tomador do empréstimo tenha registrado pelo menos sete perdas de safra, consecutivas ou não, nos últimos cinco anos agrícolas em que foi solicitado o enquadramento no Proagro.
Além disso, o CMN também autorizou uma nova rodada de renegociações de empréstimos de crédito rural para investimentos, que envolvam a compra de equipamentos ou a modernização de propriedades rurais. Agora, cada produtor poderá renegociar cada operação até três vezes, ao invés do limite atual de duas vezes, caso enfrente dificuldades para efetuar o pagamento, como problemas na comercialização, quebra de safra ou complicações no plantio e na colheita.
Essa medida visa igualar o tratamento dado aos médios e grandes produtores rurais aos agricultores familiares. Em junho, os financiamentos concedidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em atraso também passaram a ser renegociados até três vezes. Desde 2005, os financiamentos rurais com recursos do BNDES têm a possibilidade de prorrogar as operações de investimento caso haja dificuldades no pagamento, desde que não ultrapassem 8% do valor total das parcelas com vencimento no ano correspondente, em cada instituição financeira.
Durante a reunião do CMN, que ocorreu na última quinta-feira (24), também foram aprovados os preços de referência para os produtos agropecuários e da aquicultura que terão vigência a partir do ano agrícola 2023/2024. Esses preços, definidos com base nos custos de produção ou nos preços médios de mercado, são utilizados em programas de estocagem de produtos e garantem o preço mínimo na compra por cooperativas, agroindústrias e outras empresas que beneficiam ou transformam os produtos amparados pela política de preços de referência.









