
BRASIL – A comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara Distrital aprova a convocação de Delgatti para prestar depoimento.
Conhecido como Hacker da Vaza Jato, Delgatti é suspeito de invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos e alvarás de soltura no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Além disso, o hacker enfrenta um processo por ter invadido os celulares do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e divulgado as conversas entre Moro e outras autoridades, como o coordenador da força-tarefa Lava Jato, Deltan Dallagnol.
A divulgação ilegal dessas informações resultou na chamada Operação Vaza Jato, que expôs os bastidores da Operação Lava Jato e levantou críticas sobre o vazamento seletivo de informações pelo Poder Judiciário, violando os princípios legais e abusando das prisões preventivas para obter acordos de delação premiada.
Recentemente, Delgatti foi condenado a 20 anos de prisão pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, juntamente com outros seis acusados por invadir os celulares de Moro e acessar sua conta no aplicativo Telegram.
Delgatti já prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, no qual afirmou ter invadido o sistema do CNJ para desmoralizar o Poder Judiciário, alegando ter recebido R$ 40 mil da deputada federal Carla Zambelli. O hacker também afirmou ter se reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria pedido a ele para assumir a autoria de um suposto grampo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. No entanto, Zambelli e Bolsonaro negam essas acusações.
Além da convocação de Delgatti, os deputados distritais aprovaram dois requerimentos de informação. Um deles solicita informações ao Comando Militar do Planalto, unidade responsável pela segurança da área onde se encontra o Quartel-General do Exército, em Brasília. Esse requerimento busca esclarecer por que nenhum órgão público tomou providências contra o acampamento dos manifestantes que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do STF no início deste ano.
O segundo requerimento aprovado pede ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que forneça as informações disponíveis sobre os atos de vandalismo ocorridos em janeiro, esclarecendo as medidas de segurança adotadas para evitar a invasão do Palácio do Planalto.
Esses desdobramentos representam um avanço nas investigações sobre os atos antidemocráticos ocorridos no país e fortalecem a busca por respostas em relação às invasões e vazamentos de informações sensíveis envolvendo autoridades e instituições públicas. A expectativa é que a convocação de Delgatti e as respostas aos requerimentos de informação ajudem a esclarecer as circunstâncias desses acontecimentos e identificar os responsáveis por tais violações.









