
BRASIL – Ministro da Defesa solicita relação de militares que se encontraram com indivíduo responsável por invasões virtuais.
De acordo com o depoimento de Delgatti à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o encontro com os servidores da Defesa tinha como objetivo a elaboração de um relatório sobre a segurança das urnas eletrônicas e a obtenção de informações sobre o código-fonte do equipamento. O hacker afirmou ter orientado os militares responsáveis pela produção do documento, que foi entregue em novembro de 2022.
No entanto, a PF informou que não poderia fornecer nenhuma informação sobre o caso, pois o processo está em segredo de Justiça. Por isso, o ministro da Defesa encaminhou o pedido para o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que investigam os atos golpistas do dia 8 de janeiro.
Durante seu depoimento na CPMI, Delgatti revelou que esteve cinco vezes no Ministério da Defesa, entrando pela porta dos fundos do prédio, e que se encontrou com o então ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e com servidores da área de Tecnologia da Informação. Segundo o hacker, como a análise do código-fonte das urnas eletrônicas só poderia ser feita na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os técnicos do Ministério da Defesa repassavam as informações para ele.
O ministro da Defesa afirmou ter determinado uma varredura nas câmeras de segurança do prédio, mas não encontrou registros de entrada de Delgatti Netto ou de reuniões com militares. Múcio ressaltou que o objetivo não é transformar todas as pessoas do Ministério da Defesa em suspeitos, mas sim abrir procedimentos de investigação internos apenas quando os nomes dos militares envolvidos forem oficialmente confirmados.
Múcio também destacou que as Forças Armadas estão colaborando com as investigações e que o ambiente nos quarteis é de absoluta tranquilidade. Ele comparou a situação a um time de futebol, afirmando que se houver um jogador indisciplinado, ele será expulso e o time continuará.
Além disso, o ministro da Defesa informou que a reunião com o diretor-geral da PF foi para convidá-lo a participar do evento de celebração do Dia do Soldado, que acontecerá em 25 de agosto. Múcio destacou a importância da presença de Andrei Rodrigues e de todo o governo para mostrar à sociedade que estão todos unidos.
Em resumo, o ministro da Defesa enviou um ofício ao STF solicitando os nomes dos militares que teriam se reunido com o hacker Walter Delgatti. O objetivo dessas reuniões era elaborar um relatório sobre a segurança das urnas eletrônicas. A PF informou que o processo está em segredo de Justiça e, por isso, não pode fornecer informações. O ministro ressaltou que está colaborando com as investigações e que não encontrou registros das reuniões nas câmeras de segurança do prédio. Ele também destacou a tranquilidade nas Forças Armadas e convidou o diretor-geral da PF para um evento no próximo dia 25 de agosto.









