BRASIL – A incidência de rinovírus em crianças segue em crescimento, segundo relatório da Fiocruz.

Após um período de queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada por vírus, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para a persistência do rinovírus como agente causador de infecções respiratórias em crianças. Segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (23), as faixas etárias mais afetadas são as de 2 a 4 anos e 5 a 14 anos.

No período de 13 a 19 de agosto, foi observada uma tendência de alta nos casos de SRAG provocados pelo rinovírus em diversos estados brasileiros, como Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Essa informação reforça a importância das medidas de prevenção e cuidados redobrados, principalmente nas escolas e ambientes onde há maior concentração de crianças.

Apesar disso, o boletim ressalta que a tendência de casos de SRAG causados pela covid-19 é de queda ou estabilidade em patamares baixos. Essa é uma boa notícia para o Brasil, que confirmou recentemente o primeiro caso da variante EG.5, associada ao aumento de infecções pelo novo coronavírus em diversos países.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, enfatiza que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19. Mesmo com o fim da emergência sanitária, é fundamental que a população aproveite a disponibilidade das vacinas contra a gripe e a covid-19 nos postos de saúde, pois elas são gratuitas e oferecem proteção contra formas graves das doenças.

“A vacinação continua extremamente recomendada. Devemos aproveitar que as vacinas da gripe e da covid ainda estão disponíveis nos postos de saúde, são gratuitas e continuam protegendo especialmente contra as formas graves das doenças como forma de proteção em caso de retomada do crescimento do vírus”, afirma o pesquisador Marcelo Gomes.

Portanto, é fundamental que a população se mantenha vigilante e adote medidas de prevenção, como o uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento social. Além disso, a vacinação é uma estratégia eficaz para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios e proteger as crianças e demais faixas etárias vulneráveis.