
BRASIL – Lula declara intenção brasileira de colaborar para alcançar estabilidade e paz duradoura no conflito ucraniano.
Lula deixou claro que o Brasil não contempla fórmulas unilaterais para a paz e está pronto para se juntar a um esforço coletivo que possa contribuir efetivamente para o cessar-fogo e uma paz justa e duradoura. Ele também destacou a relevância dos Brics na solução do conflito e criticou as limitações do Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, o presidente brasileiro aproveitou a oportunidade para criticar os gastos militares globais que ultrapassam US$ 2 trilhões em um ano, enquanto milhões de pessoas passam fome no mundo. Essa crítica foi complementada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou que o conflito na Ucrânia foi provocado por um “neocolonialismo” de países ocidentais e sua tentativa de manter sua hegemonia.
Putin argumentou que a Ucrânia passou por um golpe de Estado em 2014, fazendo referência à Revolução de Maidan, e que o novo regime perseguiu a população etnicamente russa do país. Ele defendeu que a Rússia decidiu apoiar essas pessoas em sua luta por cultura, tradições, língua e futuro. Segundo ele, as ações russas na Ucrânia têm o objetivo de acabar com a guerra lançada pelo Ocidente contra os habitantes de Donbass.
O presidente russo agradeceu aos colegas dos Brics por buscar soluções justas e pacíficas para acabar com a situação na Ucrânia. O grupo dos Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e tem como objetivo a cooperação econômica e o desenvolvimento conjunto.
Em suma, a participação do presidente Lula na cúpula dos Brics na África do Sul foi marcada por um discurso em que ele defendeu a necessidade de um cessar-fogo e uma paz duradoura na Ucrânia, criticou os gastos militares globais e ressaltou a relevância dos Brics na solução do conflito. O presidente russo, por sua vez, argumentou que o conflito na Ucrânia foi causado por países ocidentais e agradeceu aos colegas dos Brics por buscar soluções justas e pacíficas.









