BRASIL – Em entrevista, Tebet promete melhorar políticas públicas para atender às demandas da população de forma eficiente.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, criticou os governos anteriores por não aproveitarem as análises feitas pelo Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP) para aprimorar programas, projetos e políticas que movimentaram mais de R$ 1 trilhão nos últimos anos. Durante o 1º Seminário de Avaliação e Melhoria do Gasto Público, realizado nesta terça-feira (22), ela afirmou que o atual governo irá mudar essa situação.

Simone Tebet questionou por que, das 60 políticas públicas avaliadas nos últimos anos pelo CMAP, nenhuma foi redesenhada, cancelada ou anulada para dar lugar a outras mais eficientes. Segundo ela, isso ocorria por falta de coragem e responsabilidade dos governos anteriores. No entanto, a ministra garantiu que o atual governo assumirá essa responsabilidade e atuará em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) para que as recomendações do CMAP sejam colocadas em prática.

O CMAP já concluiu diversas avaliações de políticas públicas nas áreas de assistência e previdência social, saúde, educação, infraestrutura, indústria, comércio, empreendedorismo, defesa, justiça, segurança, agricultura, trabalho, transporte, energia, comunicação, ciência, tecnologia e inovação, habitação e saneamento, entre outras. Atualmente, o órgão está realizando avaliações de subsídios da União e de gastos diretos, envolvendo programas como o ProUni, Pronac e Proex, além de temas como política nuclear, educação básica, saúde indígena e esgotamento sanitário.

A ministra ressaltou que o governo irá trabalhar em conjunto com os ministérios finalísticos para aprimorar as políticas públicas, sempre considerando o compromisso com a responsabilidade fiscal. Segundo ela, é necessário refletir sobre os resultados das avaliações já realizadas e tomar medidas para tornar as políticas mais eficientes.

No evento, também foi discutida a importância da reforma tributária para o país. O secretário-executivo e ministro interino Dario Durigan, representando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o sistema tributário brasileiro é considerado o pior do mundo, de acordo com um ranking do Banco Mundial. Ele afirmou que a aprovação da reforma tributária trará uma nova racionalidade ao país, além de melhorar sua posição no cenário global. Durigan argumentou que a reforma é justa, pois enfrenta desafios e desigualdades, beneficiando os estados mais pobres e trazendo racionalização ao sistema tributário.

Em resumo, a ministra Simone Tebet criticou a falta de aproveitamento das análises do CMAP pelos governos anteriores e afirmou que o atual governo irá mudar essa situação. Além disso, foi discutida a importância da reforma tributária para melhorar a posição do Brasil no cenário global e promover uma maior justiça fiscal.