BRASIL – A conclusão da primeira fase do Drex sofre atrasos e está prevista para maio de 2024.

A primeira fase do Drex, moeda virtual brasileira que equivalerá ao real, será adiada para maio de 2024 devido à demora na inclusão de participantes e questões relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O coordenador da iniciativa no Banco Central (BC), Fabio Araujo, afirmou que a execução do cronograma tem sido mais lenta do que o planejado para permitir a entrada de pessoas na rede do Drex. A preservação da privacidade tem sido um desafio significativo para o desenvolvimento desta solução tecnológica.

Inicialmente, a última etapa da fase de testes estava prevista para ocorrer em fevereiro, envolvendo negociações simuladas com títulos públicos. No entanto, com o adiamento, essa etapa será realizada em maio. Apesar dessa demora, Araujo manteve a estimativa de que o Drex estará disponível para os cidadãos no fim de 2024 ou início de 2025.

No dia 7 deste mês, o BC anunciou a criação do Drex como a futura moeda virtual brasileira. Anteriormente, a iniciativa era chamada de real digital. Segundo o BC, cada letra do Drex representa uma característica da ferramenta. O “D” simboliza a palavra digital, o “R” representa o real, o “E” está relacionado à palavra eletrônica, e o “X” pretende passar ideias de modernidade e de conexão, além de repetir a última letra do Pix, sistema de transferência instantânea criado em 2020.

Para realizar os testes com ativos de diversos tipos e naturezas, o BC selecionou a plataforma Hyperledger Besu em março, devido aos seus baixos custos de licença e royalties de tecnologia, já que opera com código aberto. Em junho, foram escolhidos 16 consórcios para participar do projeto piloto, responsáveis por construir os sistemas a serem integrados ao Hyperledger Besu e desenvolver produtos financeiros e soluções tecnológicas.

No entanto, a conexão desses consórcios à plataforma tem atrasado devido à dificuldade na escolha da tecnologia de proteção da privacidade, que ainda não atinge o nível adequado exigido pela LGPD. O BC está em contato com diversos provedores e pretende finalizar essa etapa até maio, de acordo com o planejamento atual, para conduzir os testes de privacidade da forma mais adequada possível.