
BRASIL – Previsão de inflação sobe de 4,84% para 4,9% em 2021, de acordo com análise recente do mercado.
Para os próximos anos, as projeções também indicam um cenário de inflação. Em 2023, a estimativa está acima do teto da meta, definido em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Segundo o Relatório de Inflação do Banco Central, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%. Já para 2024, a projeção do mercado também está acima do centro da meta, mas dentro do intervalo de tolerância.
No mês de julho, o IPCA registrou uma taxa de 0,12%, influenciado pelo aumento da gasolina. Com esse resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano e 3,99% em 12 meses, acima dos 3,16% acumulados até junho.
Para combater a inflação e alcançar a meta, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, conhecida como Selic. Diante da queda do IPCA, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou um ciclo de redução da Selic, que estava em 13,25% ao ano e foi reduzida para 13,2% ao ano. Essa foi a primeira redução desde agosto de 2020.
A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Já para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Nos anos seguintes, a projeção é de queda gradual da Selic.
Além da taxa de juros, outros fatores também influenciam os juros cobrados pelos bancos, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Taxas mais altas podem dificultar a expansão da economia, enquanto taxas mais baixas podem estimular a atividade econômica.
Em relação ao crescimento econômico, as instituições financeiras projetam um crescimento de 2,29% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano. Para os anos seguintes, as projeções indicam uma expansão do PIB entre 1,33% e 2%.
Quanto ao câmbio, a previsão é de que a cotação do dólar encerre este ano em R$ 4,95 e para o fim de 2024 fique em R$ 5,00.
Essas projeções refletem as expectativas do mercado financeiro em relação aos principais indicadores econômicos e serão monitoradas pelo Banco Central para orientar suas políticas monetárias e combater a inflação.









