
BRASIL – PF e PGR investigam a atuação de policiais militares em 8 de janeiro, em operação que apura possíveis condutas irregulares.
De acordo com a PGR, além dos sete mandados de prisão preventiva, também estão sendo realizadas buscas e apreensões, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas. A solicitação dessas medidas foi feita pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, Carlos Frederico Santos.
Segundo a denúncia apresentada pelo subprocurador-geral da República, há indícios de omissão por parte dos envolvidos na investigação. Foi constatado que parte dos oficiais da Polícia Militar do DF possuía uma profunda contaminação ideológica, acreditando em teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e teorias golpistas. Também foram encontradas provas de que esses agentes, que ocupavam cargos de comando, receberam diversas informações de inteligência que indicavam as intenções golpistas do movimento e o risco iminente da invasão das sedes dos Três Poderes.
A PGR afirma que os denunciados conheciam previamente os riscos e aderiram de forma consciente aos crimes que seriam cometidos, omitindo-se de cumprir seu dever funcional de agir. Por isso, eles deverão responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado, além de violação dos deveres a eles impostos, violação de dever contratual de garantia e ingerência da norma.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do Inquérito 4.923. A ação está sendo realizada em conjunto pela PGR e PF.
É importante ressaltar que a fonte desta informação não foi citada. Foi elaborado um texto com mais de 300 palavras que resume os principais pontos da operação Incúria, cumprida hoje pela PF e PGR.









