
BRASIL – No Rio, exposição enaltece cultura afro-brasileira por meio de desenhos hiper realistas. Imperdível!
O centro da mostra é a obra “Olhar Africano”, que recebeu o Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021. O quadro destaca uma mulher africana forte e poderosa, ao mesmo tempo em que transmite um olhar ingênuo. Eduardo Carvalho se inspirou em um trabalho do fotógrafo alemão Leif Steiner, que retratou uma mulher da Etiópia. A técnica utilizada pelo artista é a do hiper-realismo, em que ele faz o desenho a lápis a partir de uma fotografia.
O artista explica que a escolha pela fotografia como base para o seu trabalho é comum entre os desenhistas de hiper-realismo. Ele utiliza as redes sociais para acompanhar o trabalho de fotógrafos e se inspirar em suas obras. Segundo Eduardo, a negra africana retratada em “Olhar Africano” representa a cultura afro e quilombola. Ele acrescenta que seu traço artístico dá uma diferenciação à obra, que se distancia da fotografia original.
Além do quadro, os visitantes terão a oportunidade de conhecer o processo de criação da obra. Eduardo destaca a importância de mostrar o passo a passo da realização do seu trabalho, principalmente para os seguidores nas redes sociais, que gostam de ver como é feito o processo. A exposição também conta com o workshop “Exposições Itinerantes”, em que Eduardo transmitirá seu conhecimento de técnicas de desenho e desenho hiper-realista.
Eduardo Carvalho vem construindo sua carreira artística com muito esforço. Ele começou a trabalhar com quadros de desenho hiper-realistas sob encomenda em 2016. A partir daí, conquistou reconhecimento, com direito a uma homenagem no Teatro Municipal e sua primeira exposição. Em 2019, recebeu uma premiação nacional da Fundação Nacional das Artes. O mineiro, que é de uma família simples do sul de Minas Gerais, vê sua trajetória como uma grande conquista e uma prova de que é possível alcançar sucesso na área em que se identifica.
Antes de chegar ao Rio de Janeiro, a mostra “Exposições Itinerantes – A Cultura e Suas Peculiaridades” passou por diversas cidades de Minas Gerais e São Paulo. A exposição segue para Salvador e Recife. A entrada é gratuita e o projeto é realizado pelo Ministério da Cultura, com apoio do governo federal por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O Instituto Cenibra, a prefeitura do Rio de Janeiro e o Centro Cultural Calouste Gulbenkian também integram a parceria.
O Centro Cultural Calouste Gulbenkian, onde a exposição está sendo realizada, foi criado em março de 1971 com o objetivo de promover as artes. O espaço oferece diversos cursos e atividades relacionadas às diferentes áreas artísticas. Além disso, conta com um programa de bolsas de estudos para pessoas de baixa renda, buscando facilitar o acesso ao conhecimento artístico em diversas áreas.









