
BRASIL – O governador Dino não exclui a possibilidade de sabotagem como causa do apagão.
Segundo o ministro, ele solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue as causas do apagão por cautela, pois até agora os órgãos técnicos não deram uma explicação clara e objetiva sobre o ocorrido. Dino recebeu uma demanda formal do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que afirmou que ainda não há elementos técnicos que expliquem o que aconteceu.
Flávio Dino ressaltou que este ano já ocorreram múltiplas tentativas de sabotagem no fornecimento de energia elétrica no país, como tentativas de derrubar torres de transmissão e incendiar torres em várias partes do Brasil. Ele não afirmou categoricamente que este apagão tenha sido mais uma dessas tentativas, mas disse que no campo das possibilidades isso não pode ser descartado.
Na noite de quarta-feira, o Ministério de Minas e Energia e a Eletrobras divulgaram notas em seus respectivos sites atribuindo o início do problema a uma “atuação indevida” que causou o desligamento da linha de transmissão 500 kV Quixadá II / Fortaleza. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também emitiu uma nota afirmando que a “atuação incorreta” levou ao desligamento da mesma linha de transmissão no Ceará. No entanto, o ONS ressaltou que esse primeiro evento isolado não seria suficiente para causar o impacto observado no Sistema Interligado Nacional, o que ainda está sendo apurado.
A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia, o ONS e a Eletrobras para obter mais informações sobre a atuação indevida ou incorreta, mas até o momento não obteve retorno.
É importante ressaltar que a investigação está em andamento e não foram divulgadas informações conclusivas sobre a causa do apagão. No entanto, a possibilidade de ação intencional ou negligência está sendo considerada pelas autoridades responsáveis. A população aguarda por respostas claras e objetivas sobre o que aconteceu e espera que medidas sejam tomadas para evitar que episódios como este se repitam no futuro.









