
BRASIL – O vice-governador Otaviano Pivetta considera as reivindicações do MST legítimas, mas sem invasões, durante a CPI.
Durante a sua participação na CPI, o ministro destacou que o direito à propriedade e o sonho de ter terra são legítimos, mas ressaltou a importância de manifestar e reivindicar de forma pacífica, sem a necessidade de invadir terras privadas ou prédios públicos. Segundo Fávaro, é aceitável que o movimento reivindique e busque chamar a atenção da sociedade e do governo para a questão fundiária, mas ele acredita que a invasão não é o caminho adequado.
Questionado sobre as ocupações realizadas pelo MST, que se intensificaram em abril, o ministro defendeu que o movimento deve ser responsável pelas consequências de suas ações. Ele ressaltou que não cabe a ele dizer o que o movimento deve ou não fazer, mas destacou que a invasão de terras não é necessária, uma vez que o governo está debatendo o assunto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se manifestou favorável à retomada da reforma agrária.
Fávaro ressaltou que o presidente recomendou a criação de um banco de terras públicas disponíveis para a reforma agrária, afirmando que o diálogo e as instruções legais são as formas adequadas de promover a reforma. O ministro acredita que esse processo já está sendo retomado e que as invasões não são mais necessárias.
A audiência teve início com Fávaro expressando sua honra em colaborar com a comissão, mas reclamando da data escolhida para prestar esclarecimentos. Segundo ele, o agendamento da audiência atrapalhou reuniões importantes em sua agenda, incluindo encontros com uma comitiva do Japão e com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. Ele destacou que a convocação se tornou um obstáculo para seus compromissos.
Em relação a uma declaração anterior do ministro, na qual afirmou ter amigos no MST, Fávaro reafirmou seu bom relacionamento com o movimento. Ele declarou ter respeito por aqueles que lutam pela terra de forma legítima e por meios legais, enfatizando sua amizade com pessoas do MST.
O posicionamento do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reflete a complexidade do tema da reforma agrária no Brasil. O debate sobre o acesso à terra e a distribuição de terras tem várias vertentes e é importante ouvir diferentes perspectivas para a construção de soluções que atendam às necessidades da população rural. A audiência na CPI buscou esclarecer as ações do MST e a postura do governo em relação às ocupações de terras, fornecendo informações e pontos de vista diversos para o entendimento do tema.









