
MPDFT quer aprofundar investigação sobre Turra em briga com mata-leão
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para que novas testemunhas sejam ouvidas sobre o caso em que Pedro Arthur Turra Basso (imagem em destaque) aplicou um “mata-leão” no jovem Arthur Azevedo Valentim. O caso é uma das denúncias que veio à tona após o ex-piloto agredir o adolescente Rodrigo Castanheira, 16 anos, que morreu em razão dos socos de Turra na briga no dia 22 de janeiro.
As novas diligências deverão ser realizadas pela 21ª Delegacia de Polícia (Águas Claras), no prazo de 90 dias. No documento, o Ministério Público requer:
O caso, inicialmente tratado como lesão corporal leve, ganhou novos desdobramentos após a defesa apresentar elementos que indicariam uma possível intenção de matar por parte do ex-piloto.
A agressão foi reclassificada em março como tentativa de homicídio pelo MPDFT, baseada, entre outros pontos, no depoimento da jovem prestado em outro inquérito envolvendo Turra.
Relembre a briga
- O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em 28 de junho de 2025;
- Segundo o relato registrado pela polícia, o ex-piloto teria abordado a vítima em uma praça de Águas Claras de forma agressiva em razão de um desentendimento anterior envolvendo sua então namorada. Apesar da tensão inicial, os dois conversaram por cerca de dez minutos;
- Ao final da conversa, Turra teria afirmado que estava “tudo certo” entre eles. No entanto, quando a vítima virou de costas para deixar o local, o agressor teria desferido um soco nas costas do jovem, derrubando-o no chão, e, em seguida, aplicou um mata-leão;
Homicídio doloso
Pedro Turra também foi denunciado por homicídio doloso pela morte de Rodrigo Castanheira. O jovem morreu no dia 7 de fevereiro, após ficar mais de 10 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O ex-piloto está preso desde o dia 30 de janeiro e foi transferido, no começo de fevereiro, para o Pavilhão de Segurança Máxima no Complexo Penitenciário da Papuda (DF).
Se condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. O MPDFT também requer que o denunciado seja condenado à “reparação de danos morais causados à família da vítima”, estipulando o valor mínimo de R$ 400 mil.
No dia 27 de março, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto negou, novamente, pedido de habeas corpus do ex-piloto. Esse foi o sétimo pedido de liberdade negado pela Justiça.
Segundo o relator, a prisão preventiva está devidamente fundamentada na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.
“A decisão que decretou a preventiva menciona que o paciente teria estabelecido contato com testemunhas, com o intuito de alinhar versões acerca dos fatos investigados. Tal circunstância revela risco concreto de interferência na instrução criminal”, disse Messod.
FONTE: Metrópoles










