Bancada feminina deve procurar Motta para falar do PL da Misoginia

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), disse que o grupo está mobilizado para que o PL da Misoginia seja votado ainda no primeiro semestre na Casa Legislativa.

Rocha disse à coluna que já pediu uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para conversar sobre a proposta. O pedido foi feito após a aprovação do projeto no Senado, no dia 24 de março

Deputada Jack Rocha, coordenadora da bancada feminina
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Deputada Jack Rocha, coordenadora da bancada feminina

Presidente da Câmara, Hugo Motta
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Presidente da Câmara, Hugo Motta

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

“A decisão de não colocar em pauta o PL da Misoginia neste momento é preocupante, porque estamos falando de uma pauta urgente, que impacta diretamente a vida e a segurança das mulheres brasileiras. Não podemos permitir que esse debate seja adiado diante de uma realidade tão grave de violência e discriminação contra mulheres. Por isso, a bancada feminina da Câmara está mobilizada para ter uma reunião com o presidente Hugo Motta para tratar desse tema com a seriedade que ele exige”, afirmou.

A proposta inclui a misoginia na Lei do Racismo e prevê penas de 2 a 5 anos, além de multa. Caso seja aprovada na Câmara sem modificações, seguirá para sanção do presidente Lula.

Assim como aconteceu no Senado, a proposta enfrenta resistência na Câmara em algumas bancadas. Na reunião de líderes desta semana, Motta sinalizou que o projeto deve ser analisado somente após a eleição de outubro.

O entendimento de parte da bancada feminina é de que é necessário demonstrar que a criminalização da misoginia não é uma pauta da esquerda, mas uma demanda de segurança pública das mulheres.

Na avaliação dessa ala, a resistência ao tema vem de um movimento que defende o comportamento red pill e não pode ser naturalizada. Nesse sentido, a bancada vai insistir com líderes para levar o projeto direto ao plenário.


FONTE: Metrópoles

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