
GOVERNO DE ALAGOAS – Polícia Científica de Alagoas aprimora perícia com equipamento de alta tecnologia
Novo aparelho amplia a capacidade analítica e reduz o tempo de resposta dos laudos periciais
Equipe do laboratório de toxicologia passou por treinamento para usar novo equipamento
Ascom Polícia Cientifica
Pedro Sales* / Ascom Polícia Científica
A Polícia Científica de Alagoas deu mais um passo no aprimoramento da
perícia com a aquisição de um cromatógrafo gasoso acoplado a detector por
ionização em chama (GC-FID). A conclusão da instalação do equipamento no
Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto de Criminalística de Maceió
aconteceu quinta-feira (09), e em seguida a equipe passou por um treinamento
para uso da nova ferramenta.
Considerado de alta precisão, o aparelho separa e identifica substâncias
químicas presentes em uma amostra, como o álcool no sangue. Na prática, o
GC-FID analisa os componentes da amostra e os “queima” em uma chama controlada,
gerando sinais elétricos proporcionais à quantidade de cada substância, o que
permite identificar e medir com precisão os compostos presentes.
Avaliado em aproximadamente R$ 600 mil, o novo instrumento foi adquirido
com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e passa a integrar o
parque tecnológico do Laboratório de Toxicologia Forense. Ele chega para
otimizar, principalmente, as análises de alcoolemia, além de outros exames
toxicológicos realizados na rotina do setor.
O equipamento será fundamental em investigações que envolvem acidentes
de trânsito com vítimas fatais, casos em que a detecção e quantificação de
substâncias como o álcool no organismo são essenciais para a elucidação das
circunstâncias do ocorrido. A tecnologia também poderá ser aplicada em outras
demandas periciais, ampliando o alcance e a precisão dos exames laboratoriais.
Mais agilidade e precisão nas análises periciais
Com a incorporação do cromatógrafo, a expectativa é de uma significativa
redução no tempo de resposta dos laudos, aliada ao aumento da capacidade de
processamento de amostras. Isso se traduz em maior eficiência na produção
pericial, permitindo que os resultados cheguem com mais rapidez às autoridades
responsáveis pelas investigações e ao sistema de Justiça.
“Esse investimento otimiza diretamente a atuação da perícia toxicológica
em Alagoas. Com o cromatógrafo, conseguimos realizar análises com maior
precisão, confiabilidade e em um tempo menor, o que impacta de forma
significativa a produção dos laudos periciais e a celeridade das
investigações”, afirmou Thalmanny Goulart, perito criminal e chefe do
Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto de Criminalística.
Ao garantir exames mais rápidos e precisos, o equipamento contribui para
a elucidação de crimes e para a responsabilização adequada dos envolvidos,
promovendo maior efetividade no trabalho das forças de segurança e do sistema
de Justiça, refletindo de maneira direta na segurança pública do estado de
Alagoas.
*Estagiário sob supervisão.
FONTE: Governo de Alagoas


