Motta conversa com governo em busca de acordo em “bomba fiscal”

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá uma reunião nesta quarta-feira (8/4) com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para tratar da PEC do SUAS, que tem impacto bilionário para o próximo governo.

Motta decidiu votar a proposta que prevê que a União repasse o mínimo de 1% da receita corrente líquida para financiar ações de proteção básica e especial na assistência social, sem incluir os mecanismos de transferência de renda disponíveis.

Hugo Motta, presidente da Câmara, quer votar projetos estratégicos que impactam orçamento, mercados digitais, datacenters e transporte coletivo
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Hugo Motta, presidente da Câmara, quer votar projetos estratégicos que impactam orçamento, mercados digitais, datacenters e transporte coletivo

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti
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Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O atual líder do governo na Câmara, José Guimarães
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O atual líder do governo na Câmara, José Guimarães

Mário Agra/Câmara dos Deputados

O Ministério da Fazenda calcula que a proposta terá impacto de R$ 38 bilhões em quatro anos para os cofres públicos, a partir de 2027, caso o Congresso aprove a emenda à Constituição.

A coluna mostrou que, apesar do impacto fiscal, integrantes da articulação política do governo avaliam que será difícil o Palácio do Planalto se posicionar contra o tema, pelo apelo positivo da pauta em ano eleitoral.

O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), que também participará da reunião entre Motta e Moretti, disse que o governo está preocupado com o impacto e se a proposta entra ou fica de fora do arcabouço fiscal.

“Eu vou trabalhar para votar, não tem como retirar de pauta, mas tem que buscar um entendimento”, afirmou Guimarães.

O líder do governo sinalizou que o governo deve apoiar, mas precisa discutir o impacto antes.

“Tem que construir um acordo (…) porque isso é muito ruim para o momento que o país está vivendo, que o mundo está vivendo por questão do combustível, da guerra. Votar uma PEC dessa agora, eu acho que tem que ter muito diálogo daqui até amanhã para buscar o entendimento”, disse.


FONTE: Metrópoles

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