
Guia faz vídeo raro de sucuri-amarela durante safári no Pantanal
O guia de turismo Fagner Roque de Almeida compartilhou nas redes sociais, nesta quarta-feira (8/4), um vídeo raro, que mostra de perto uma sucuri-amarela, também conhecida como anaconda-amarela, feito durante um safári no Pantanal do Mato Grosso do Sul.
Nas imagens, é possível ver as cores vibrantes do animal, que se assemelham ao padrão de uma onça-pintada, além de toda a extensão de seu corpo e movimento rastejante.
Segundo a organização SOS Pantanal, a sucuri-amarela é uma das espécies mais procuradas por turistas que visitam o Pantanal. Elas vivem em áreas alagadas, como pântanos e brejos, e são encontradas tanto nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, como também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Apesar de causar medo, a sucuri-amarela não possui peçonha, ou seja, não é venenosa. Para se alimentar, ela utiliza a técnica da constrição: enrola-se na vítima e a aperta até sufocar, causando uma parada cardiorrespiratória. Sua dieta inclui aves, ovos, peixes, pequenos mamíferos, como capivaras e cervos, e até mesmo répteis, como jacarés.
Reprodução
As fêmeas da espécie podem atingir quatro metros de comprimento e os machos cerca de 2,5 metros. Seu peso, geralmente, varia de 30 kg a 40 kg.
Após atingir maturidade sexual, entre 3 e 4 anos de idade, a fêmea procura se reproduzir de forma poliândrica, ou seja, atraindo vários machos com feromônios. Em geral, mais de 10 machos se enrolam ao redor da fêmea, formando o chamado “bolo de reprodução”. Esse grupo, então, fica junto por cerca de um mês.
Uma vez fecundada, a fêmea tem uma gestação que dura cerca de seis meses, “gerando uma ninhada que varia entre quatro e 82 filhotes, sendo que há registros médios de 40 filhotes”, informa a SOS Pantanal.
FONTE: Metrópoles


