
Ameaças não devem ser normalizadas
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou para os riscos da ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã nessa segunda-feira (6/4). “Ameaças deliberadas – retóricas ou concretas – contra infraestruturas civis essenciais e instalações nucleares não devem ser normalizadas na guerra”, disse em comunicado.
Trump deu um ultimato ao país persa após as negociações não avançarem. Segundo o norte-americano, ele pode destruir o país inteiro em uma noite, ameaçou atacar usinas elétricas e pontes, o que é considerado crime de guerra pelo direito internacional.
“O mais alarmante são as potenciais ameaças às instalações nucleares. Qualquer erro de cálculo pode ter consequências irreversíveis para as gerações futuras”, destacou a Cruz Vermelha. A organização humanitária disse que as equipes no Oriente Médio já relatam a destruição de alvos civis, como usinas de energia, sistemas de água, hospitais, estradas, pontes, casas, escolas e universidades. “Toda guerra travada sem limites é incompatível com o Direito. É indefensável, desumana e devastadora para populações inteiras”, acrescentou.
Por fim, o comunicado pede que as partes da Convenções de Genebra, do qual os Estados Unidos são signatários, preservem civis e bens civis. “Faço um apelo urgente às partes para que preservem pessoas civis e bens civis em todas as operações militares. É sua obrigação segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH). Os Estados devem respeitar e garantir o respeito às normas da guerra, tanto no que dizem quanto no que fazem. O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que prioriza a morte em detrimento da vida”, disse.
FONTE: Metrópoles


