MPSP desiste de ação contra Monark por fala sobre nazismo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) desistiu da ação civil pública que movia contra Bruno Monteiro Aiub, o Monark, por falas sobre o nazismo. A promotoria pedia uma indenização milionária por dano social após o influenciador defender a existência de um partido nazista no Brasil, em uma edição do Flow Podcast, em fevereiro de 2022.

“A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. Eu sou muito mais louco que todos vocês. Acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido”, afirmou Monark na ocasião.

A declaração teve ampla repercussão negativa, e a Amazon chegou a interromper o vínculo com o Flow. Ele foi demitido do programa e alegou ter “conhecimento superficial” sobre o tema.

Em uma entrevista que ocorreu em 2022, com a deputada Tabata Amaral (PSB/SP) e o deputado Kim Kataguiri (União/SP), Monark afirmou. “Eu acho que tinha que ter um partido nazista reconhecido pela lei”. “Se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser”.
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Em uma entrevista que ocorreu em 2022, com a deputada Tabata Amaral (PSB/SP) e o deputado Kim Kataguiri (União/SP), Monark afirmou. “Eu acho que tinha que ter um partido nazista reconhecido pela lei”. “Se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser”.

Reprodução/Redes Sociais Monark

Em 2022, Monark foi desligado do Flow Podcast
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Em 2022, Monark foi desligado do Flow Podcast

Reprodução/YouTube

Além da FFERJ, figuras do mundo esportivo se posicionaram sobre as declarações e convidados também cancelaram suas participações no podcast, entre eles o ex-jogador Zico e o humorista Maurício Meirelles
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Além da FFERJ, figuras do mundo esportivo se posicionaram sobre as declarações e convidados também cancelaram suas participações no podcast, entre eles o ex-jogador Zico e o humorista Maurício Meirelles

Reprodução

Por causa da polêmica e repercussão negativa, o apresentador foi demitido dos Estúdios Flow e o episódio em questão foi retirado do ar
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Por causa da polêmica e repercussão negativa, o apresentador foi demitido dos Estúdios Flow e o episódio em questão foi retirado do ar

Reprodução

No trecho do programa, o apresentador argumenta com a deputada federal Tabata Amaral e defende a criação do partido por ser, segundo ele, a favor da liberação de “tudo”
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No trecho do programa, o apresentador argumenta com a deputada federal Tabata Amaral e defende a criação do partido por ser, segundo ele, a favor da liberação de “tudo”

Monark defendeu a existência do partido nazista e foi alvo de investigação da Polícia Civil
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Monark defendeu a existência do partido nazista e foi alvo de investigação da Polícia Civil

Reprodução/ Redes Sociais

Após a repercussão negativa, o apresentador se desculpou em vídeo nas redes sociais, alegando que estava bêbado e que não soube expressar bem suas ideias
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Após a repercussão negativa, o apresentador se desculpou em vídeo nas redes sociais, alegando que estava bêbado e que não soube expressar bem suas ideias

Reprodução/Instagram

MPSP desiste de processar Monark

Dois anos após entrar com uma ação civil pública contra o influenciador, pedindo R$ 4 milhões por dano social, o MPSP desistiu de processar Monark com base na “liberdade de manifestação do pensamento”.

A promotoria, na época, afirmou que Monark fez “expressa defesa da criação de um partido nazista e da possibilidade de se declarar e agir como antijudeu”, mas retrocedeu.

Em manifestação da última terça-feira (31/3), o promotor Marcelo Otávio Camargo Ramos afirmou que as falas do apresentador “se enquadram na defesa abstrata (embora equivocada) da liberdade de convicção e expressão, e não na defesa do ideário nazista em si”.

Ele considerou que as declarações foram feitas em um “debate oral espontâneo” e “de longa duração”, e que não discutia a ideologia nazista, mas a extensão e os limites da liberdade de expressão.

No programa, Monark também afirmou que “se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser”, o que o promotor classificou como uma proposição hipotética.

“[Monark] não estava a aderir a uma específica ideologia odiosa e extremista, mas tão somente expondo sua (equivocada) compreensão sobre o alcance da liberdade de expressão”, escreveu na manifestação.

Para o MPSP, o caso se trata de “uma sequência de falas rasas e equivocadas” sobre assunto do qual o réu não possui “sensibilidade e o menor domínio conceitual”, o que não o inibiu de “publicamente expressar suas opiniões para desgraça própria”.


FONTE: Metrópoles

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