GOVERNO DE ALAGOAS – Nutricionista da Sesau explica em quais situações o acompanhamento nutricional é indicado

Gilvânia Nóia salienta que o cuidado com a alimentação deve estar presente em todas as fases da vida

Gilvânia Nóia diz que, entre as situações em que a população pode buscar orientação nutricional, estão os diferentes ciclos de vida

Olival Santos / Ascom Sesau

Suely Melo / Ascom Sesau

Muitas pessoas ainda associam a atuação do nutricionista apenas ao
emagrecimento ou confundem o trabalho desse profissional com o do médico
endocrinologista. Mas a nutricionista Gilvânia Nóia, que atua na Secretaria
de Estado da Saúde (Sesau), esclarece dúvidas sobre esta especialidade e suas
funções, destacando quando o acompanhamento nutricional é indicado.

 

Gilvânia Nóia começa esclarecendo que o cuidado com a alimentação deve
estar presente em todas as fases da vida e não apenas quando há necessidade de
perder peso. “O acompanhamento com um nutricionista é fundamental para o
cuidado integral da saúde, indo muito além do emagrecimento. Esse profissional
atua na prevenção, no diagnóstico nutricional e no tratamento de diversos
agravos, orientando o indivíduo sobre suas necessidades de nutrientes e
calorias em cada fase da vida”, explica.

 

Entre as situações em que a população pode buscar orientação nutricional
estão os diferentes ciclos de vida, como gestação, infância, fase adulta e
envelhecimento. No caso das gestantes, o acompanhamento auxilia na prevenção de
complicações como parto prematuro, pré-eclâmpsia e ganho de peso inadequado,
além de contribuir para o desenvolvimento do bebê.

 

Para as crianças, a orientação nutricional ajuda no desenvolvimento
cognitivo, motor e neuropsicomotor, além de apoiar práticas como o aleitamento
materno e a introdução alimentar saudável. Já entre adultos e idosos, a
alimentação equilibrada contribui para o bem-estar e para a prevenção de
doenças crônicas.

 

De acordo com Gilvânia Nóia, o nutricionista também atua em situações
clínicas específicas, como doenças gastrointestinais. Entre estas doenças estão
a celíaca, de Crohn e retocolite ulcerativa, além do acompanhamento de pessoas
com diabetes, pacientes em recuperação de cirurgias, infecções que afetam o
sistema digestivo e doenças hereditárias, como talassemia e anemia falciforme.

 

Alguns sinais do dia a dia também podem indicar a necessidade de ajustes
na alimentação, como cansaço excessivo, irritabilidade, dificuldade de
cicatrização, problemas de visão em ambientes escuros e dificuldades de
aprendizagem em crianças. Segundo Gilvânia Nóia, é comum que a população tenha
dúvidas sobre a diferença entre nutricionistas e endocrinologistas.

 

“O nutricionista é o profissional responsável pela atenção nutricional,
que compreende os cuidados relativos à alimentação para a promoção da saúde,
prevenção e tratamento de agravos. A prescrição de dieta (dietoterapia) é uma
atividade privativa do nutricionista no Brasil, garantida pela Lei nº
8.234/1991. Já o endocrinologista é o médico especializado no diagnóstico e no
tratamento medicamentoso de doenças relacionadas aos hormônios e às glândulas”,
esclarece.

 

Para quem deseja começar a melhorar a alimentação antes mesmo de
procurar um atendimento individual, a recomendação é seguir as orientações do
Guia Alimentar para a População Brasileira, que incentiva o consumo de
alimentos in natura ou minimamente processados, variedade no prato e redução de
produtos ultraprocessados.

 

Entre as práticas recomendadas estão incluir hortaliças, frutas,
leguminosas e proteínas de boa qualidade no dia a dia, priorizar carboidratos
complexos, como raízes e cereais integrais, e combinar alimentos que favoreçam
a absorção de nutrientes, como ferro e vitamina C.


FONTE: Governo de Alagoas

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