
Governo estuda medidas temporárias para conter alta do gás de cozinha
O governo federal discute a adoção de medidas temporárias para conter a alta do preço do gás de cozinha diante da volatilidade do cenário internacional.
A avaliação, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), é que o aumento recente está ligado a fatores externos, como oscilações no mercado global de energia, o que exige uma resposta emergencial e pontual.
De acordo com a pasta, as ações em estudo terão caráter “temporário, excepcional e anticíclico”, com o objetivo de suavizar o impacto dessas oscilações sobre os consumidores brasileiros. A ideia é evitar repasses abruptos ao preço final do botijão, item essencial no orçamento das famílias, especialmente de baixa renda.
A equipe econômica avalia alternativas como subsídios ou mecanismos de compensação para reduzir o custo do gás no curto prazo, sem comprometer de forma permanente as contas públicas.
A discussão ocorre em meio à preocupação com o impacto social da alta, já que o preço do botijão pode ultrapassar R$ 150 em algumas regiões do país.
As medidas em análise dialogam com outras políticas do governo voltadas ao acesso ao gás de cozinha, como o programa Gás do Povo, que prevê a distribuição gratuita de botijões para famílias de baixa renda e deve alcançar milhões de brasileiros em 2026.
Ainda não há definição sobre quando as ações serão implementadas, mas o tema ganhou prioridade dentro do governo diante da pressão sobre os preços e do impacto direto no custo de vida da população.
FONTE: Metrópoles


