
GOVERNO DE ALAGOAS – Primeiro Emprego completa 5 anos transformando a carreira profissional de milhares de estudantes
A iniciativa já contribuiu para o desenvolvimento profissional de mais de 3.500 jovens
Existem cerca de mil estagiários ativos no Poder Executivo estadual por meio do Primeiro Emprego
Rodrigo Marinho / Ascom Seplag
Beatriz Caroline / Ascom Seplag (sob supervisão)
Criado para conectar universitários
ao serviço público estadual, o Programa Primeiro Emprego celebra cinco anos
consolidado como uma das principais políticas de inserção de jovens no mercado
de trabalho em Alagoas.
Desde o lançamento do primeiro edital, a iniciativa já contabiliza 23.408
inscritos em seus processos seletivos. Ao todo, 3.773 estudantes foram
contratados ao longo dos últimos cinco anos, auxiliando na formação prática e na
qualificação profissional da juventude. Atualmente, o programa conta com cerca
de mil estagiários ativos em diversos órgãos da administração pública estadual
e mantém convênio com 25 instituições de ensino superior, garantindo
diversidade acadêmica.
“O Programa Primeiro Emprego é uma porta de entrada para o serviço
público, oferecendo aos jovens a oportunidade da primeira experiência
profissional. Com foco na equidade, prioriza candidatos em situação de
vulnerabilidade social e econômica, ampliando oportunidades e promovendo mais
inclusão”, destaca Júlia Casado, secretária de Estado interina do
Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).
Já foram lançados sete editais, incluindo uma edição exclusiva para a
Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e iniciativas voltadas à ampliação de
inclusão, como o Primeiro Emprego Indígena, criado em abril de 2023 para
atender exclusivamente aos alunos do Curso de Licenciatura Intercultural
Indígena (Clind) da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Essa versão do
programa não apenas insere os estudantes no mercado de trabalho, como permite
que eles atuem nas escolas de suas próprias aldeias, reforçando, assim, a
identidade cultural e garantindo suporte financeiro para a permanência
universitária.

Muito além de incluir, a iniciativa também ajuda a manter os estudantes na
universidade, como ressalta a coordenadora do Clind, professora Iraci Nobre.
“Com o salário, os alunos passaram a ter condições reais de permanência na
universidade, acesso a equipamentos, internet, livros, e melhorias
significativas na qualidade de vida. Cada aluno formado representa uma
conquista na luta por uma educação indígena qualificada”, disse.
Além da inserção na rotina do
serviço público, o programa também investe na qualificação contínua. Já foram realizadas
40 capacitações, entre cursos, rodas de conversa e eventos para o
fortalecimento de competências técnicas e comportamentais.
Para a coordenadora do programa, Rose Damas, a iniciativa cria pontes reais
entre a formação e a prática. “O Primeiro Emprego reafirma, a cada ano,
seu papel estratégico na promoção da inclusão social e produtiva dos
universitários alagoanos. Ao contemplar pessoas de diferentes níveis sociais e
econômicos, bem como pessoas com deficiência, o programa fortalece a diversidade
dentro do serviço público, tornando-o mais plural, representativo e alinhado à
realidade da sociedade”, pontua a coordenadora.
Experiências que transformam
A efetividade dessa política pública se reflete nas histórias construídas em
seus corredores. O assessor especial da Seplag, Lincoln Araújo, é um exemplo
desse ciclo de cinco anos. “Minha trajetória na secretaria começou a
partir do Primeiro Emprego, quando tive o contato inicial com a rotina
administrativa. A vivência despertou minha paixão pelo serviço público e, antes
mesmo de finalizar o contrato de estágio, fui convidado a assumir um cargo na
secretaria”, relembra.
Hoje, ao completar cinco anos de atuação no órgão, ele faz parte da governança
da iniciativa. “É motivo de muita alegria poder contribuir diretamente com
essa política pública que transforma a vida dos jovens”, completa Lincoln.
Para a estudante de Publicidade e Propaganda, Ana Lívia Almeida, selecionada no
início de 2025 para atuar na Assessoria de Comunicação da Seplag, o estágio tem
sido um divisor de águas. “Vivo um processo constante de aprendizado,
participando de atividades como gravação de vídeos, fotografia, edição e
desenvolvimento de processos criativos. Essa vivência prática no órgão público
tem refletido diretamente na minha evolução acadêmica, ampliando meu olhar
crítico e aperfeiçoando minhas produções na faculdade”, relata a
estagiária.
O impacto também é duradouro para ex-participantes, como Cauã Mendes. Ele
iniciou no programa no terceiro período da graduação e enxerga a oportunidade
como um impulso fundamental para sua carreira atual. Hoje, atuando como editor
de imagens na televisão, na área de jornalismo esportivo, ele reconhece o peso
da experiência. “O programa representou a ponte entre a teoria aprendida
na universidade e a prática real do mercado de trabalho. Durante os seis meses
em que estive lá, tive contato com demandas concretas e ganhei clareza sobre
meus objetivos profissionais. Muitas das bases técnicas e comportamentais que
utilizo até hoje foram construídas durante essa passagem”, destaca.
FONTE: Governo de Alagoas


