
GOVERNO DE ALAGOAS – Com incentivo do Governo de Alagoas, longa-metragem Edifício Lygia entra em pós-produção
Filme gravado em Maceió reúne grande elenco feminino e integra nova fase do audiovisual alagoano, com investimentos ampliados para o setor
Produção é inspirada na obra de Lygia Fagundes Telles
Divulgação
Daniel Borges / Ascom Secult com Assessoria
Com incentivo do
Governo de Alagoas, o longa-metragem Edifício Lygia, dirigido e escrito por
Nilton Resende (A Barca) e produzido pela La Ursa Cinematográfica, entrou na
fase de pós-produção após encerrar as filmagens em fevereiro. As gravações
aconteceram em Maceió, com destaque para o bairro litorâneo de Riacho Doce.
Inspirado nos
contos “A Medalha”, “Antes do Baile Verde” e “Emanuel” de Lygia
Fagundes Telles, imortal da Academia Brasileira de Letras e uma das maiores
vozes da literatura brasileira do século XX, o filme entrelaça as histórias de
três mulheres (respectivamente, Adriana, Tatisa e Alice) que enfrentam
conflitos internos e sociais, movidas por um instinto de sobrevivência e
profunda transformação.
O elenco é formado
majoritariamente por mulheres e reúne nomes consagrados, como a paraibana
Marcélia Cartaxo (A Hora da Estrela), que interpreta Dona Lygia, e a alagoana
Aline Marta Maia (A Natureza das Coisas Invisíveis, O Agente Secreto).
O elenco principal
conta ainda com Ane Oliva (O Agente Secreto), Mariah Medeiros (Marina), Ticiane
Simões (Entrecorpos), Wanderlândia Melo (A Barca), Diva Gonçalves (Deyse Ex
Machina), Otávio Cabral, Ivana Iza (Serial Kelly) e Igor de Araújo (O Agente
Secreto).
“O elenco
deste filme é majoritariamente composto por mulheres, e suas personagens buscam
algum modo de subversão. Convidei para o elenco as ‘minhas mulheres’, como
costumo chamar as atrizes que trabalharam nos curtas metragens de ficção que
dirigi (A Barca e A Fresta); convidei também atrizes que eu ainda não havia
dirigido, mas cujas carreiras eu acompanho há tempos e com as quais eu sempre
quis trabalhar. Posso dizer que estou com ‘o elenco dos meus sonhos’”, diz o
diretor.

Nilton Resende, que
também é escritor e professor universitário, há anos desenvolve uma profunda
pesquisa em torno da obra de Lygia Fagundes Telles, que agora culmina no
longa-metragem. A realização do filme também é uma homenagem à autora, que o
inspira há décadas.
O filme
A produção foi
contemplada no V Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas – Prêmio
Cacá Diegues, iniciativa do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado
da Cultura e Economia Criativa (Secult), em parceria com o Programa Arranjos
Regionais, do Ministério da Cultura, via Agência Nacional do Cinema (Ancine),
com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e operacionalização do
Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Ambientado em uma
sexta-feira de carnaval, o longa se passa no Edifício Lygia, um pequeno prédio
residencial onde o desgaste da estrutura acompanha o esgotamento das relações
entre os moradores. Em um único dia, diferentes histórias se cruzam e revelam
conflitos íntimos, fragilidades e desejos de mudança, compondo um retrato
coletivo sobre convivência e transformação.
A narrativa
acompanha Dona Lygia, responsável pelo prédio, além de Adriana, Alice e Tatisa,
cujas vivências refletem dilemas pessoais que atravessam o cotidiano do
edifício. Essas trajetórias se entrelaçam com as de outros moradores, como
Raquel e sua filha Ducha, ampliando o olhar sobre as relações que se constroem
e se desgastam dentro desse espaço comum.
A equipe técnica
reúne direção de fotografia de Julia Zakia, direção de arte de Nina Magalhães,
som direto de Leo Bulhões, preparação de elenco de Flávio Rabelo, assistência
de direção de Gabriela Borborema de Filippo e produção de Rafhael Barbosa,
Vanessa Barbosa e Ale Moretti.

O cinema de Alagoas em expansão
Edifício Lygia
integra um momento expressivo do audiovisual alagoano. Atualmente, o estado
soma 19 longas-metragens, três séries, nove telefilmes e mais de 100 curtas em
produção, além de participações e premiações em importantes festivais nacionais
e internacionais.
Nesse cenário, a
Secult garantiu um investimento de R$ 30 milhões para o audiovisual em 2026,
por meio do programa Arranjos Regionais. A proposta assegura um modelo de
financiamento em que, a cada R$ 1 investido pelo Governo de Alagoas, o Governo
Federal aporta R$ 5, ampliando o alcance das ações no setor.
Com R$ 5 milhões
assegurados pelo Estado, o volume total de recursos abre novas possibilidades
para produtores, realizadores, técnicos e toda a cadeia criativa. Alagoas está
entre os sete estados brasileiros que mais investiram no audiovisual e se
consolida como um ambiente fértil para a produção independente.
“Esse resultado é
fruto de uma política pública que vem sendo construída com seriedade e
planejamento. Esse recurso também é fruto da sensibilidade do governador Paulo
Dantas, que tem acreditado na cultura como vetor de desenvolvimento e, de
imediato, autorizou a contrapartida do Estado no valor máximo”, afirma a
secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.
Para o produtor
Rafhael Barbosa, o momento é de reconhecimento e crescimento contínuo.
“Apenas no último
ano tivemos projetos alagoanos no Festival de Cannes, no Festival de
Tiradentes, no Festival de Gramado, no Olhar de Cinema, no Prêmio Grande Otelo
do Cinema Brasileiro, no Cine PE, no Cine Ceará, no Curta Cinema, no Kinoforum,
no Brasil CineMundi, entre muitos outros. Nossa produção tem marcado presença e
garantido prêmios nas principais janelas do mercado nacional e internacional.
Isso é reflexo dos editais e políticas de fomento que mudaram a realidade do
nosso setor nos últimos anos. Atualmente, Alagoas possui 19 longas-metragens, 3
séries, 9 telefilmes e mais de 100 curtas-metragens em produção”, celebra.
FONTE: Governo de Alagoas

