
CÂMARA FEDERAL – Sindicatos citam saúde e produtividade como argumentos para reduzir a jornada de trabalho semanal
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara analisa duas propostas sobre o tema
24/03/2026 – 19:25
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
“A escala 6×1 não é neutra, ela organiza a desigualdade no país. É o tempo como eixo da exploração”, disse. “Quando cruzamos baixo salário, jornada extensa e deslocamento, o resultado é claro: o trabalhador não trabalha seis dias, ele vive em função do trabalho todos os dias”, disse.
Valeir Ertle, da CUT, reforçou que a jornada de 44 horas, inalterada desde 1988, contribui para que o Brasil tenha um dos maiores índices de burnout (esgotamento profissional) do mundo.
“A produtividade por hora trabalhada aumentou exponencialmente com a automação e a IA, mas o ganho não foi compartilhado com a classe trabalhadora”, afirmou. Ertle também defendeu que o trabalhador precisa de tempo para a família, a religião e o descanso, afirmando que a mudança é uma “luta pela vida”.
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Reportagem – Murilo SouzaEdição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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