GOVERNO DE ALAGOAS – Iniciativa

Caminhada exploratória ajuda alunas a identificar pontos de insegurança no entorno escolar

Alunas da rede estadual participam de dinâmica de cartografia coletiva, apontando desafios de segurança nos bairros de Maceió

Nalú Ambrozio e Aléxia Saraiva / Ascom Seduc e ONU-Habitat

Kaique Pacheco / Ascom Seduc

Três escolas estaduais da capital
receberam, entre os dias 17 e 19 de março, a iniciativa Cidade Mulher. As
oficinas, realizadas nas escolas estaduais Guiomar de Almeida Peixoto (Ponta
Grossa), Professor Theonilo Gama (Jacintinho) e Marcos Antônio Cavalcanti
(Benedito Bentes), são fruto de uma parceria entre o Governo do Estado de
Alagoas, por meio das secretarias de estado da Educação (Seduc) e da Mulher
(Semu), e o ONU-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos
Humanos). A iniciativa discutiu como o espaço urbano pode ser mais seguro
para as mulheres.

 

A ação, que integra o projeto Visão
Alagoas 2030 e apoia a política estadual Alagoas Lilás, promoveu oficinas
intensivas nas quais o ambiente escolar se tornou um laboratório de
diagnóstico urbano. Por meio de rodas de conversa, cartografia coletiva e
caminhadas exploratórias, as estudantes puderam apontar no mapa onde o ambiente
urbano pode ser qualificado e receber intervenções para garantir mais segurança
para meninas e mulheres.

 

Cidade segura para mulheres é
cidade segura para todos

 

A metodologia da ONU parte de um
princípio simples: se uma cidade é segura para meninas e mulheres, ela
automaticamente se torna melhor para toda a população. Paula Zacarias,
coordenadora do Visão Alagoas 2030, explica que a parceria com a Seduc foi
fundamental para atingir o público jovem, que vivencia o espaço urbano de forma
intensa no dia a dia.

 

“Nós buscamos identificar como as
meninas e mulheres percebem o espaço urbano do ponto de vista da segurança.
Elas se sentem seguras nos bairros que moram? No trajeto da casa para a
escola?”, questiona Paula. Segundo ela, as oficinas não servem apenas para
ouvir as queixas, mas para transformar essas vivências em propostas concretas
para o Estado. “As mensagens que elas deixam são recados para quem está
pensando a política pública, de forma que o governo atue no território de
maneira conectada com as necessidades reais”, afirma a coordenadora.

O olhar de quem vive o território

 

No Jacintinho, o debate ganhou
força com a participação da estudante Mirelle Beatriz, de 17 anos. Ela elogiou
a iniciativa. “Eles trouxeram a pauta sobre a urbanização nas ruas voltada para
nós, mulheres, que temos destacado a importância de levar o olhar feminino para
o planejamento urbano, focando em pontos que podem receber mais iluminação e
atenção”, relata Mirelle.

 

Um ponto alto da programação no
Theonilo Gama foi a inclusão dos estudantes homens na etapa inicial de
sensibilização. A ideia foi provocar a reflexão sobre o papel masculino como
aliado no combate à violência de gênero. “Foi muito importante porque falamos
sobre nossos constrangimentos e inseguranças. Os meninos também participaram e
tiveram uma percepção bem interessante”, destaca a estudante. 

 

Do diagnóstico à ação

 

A programação de oito horas em cada
escola foi dividida em etapas que foram da teoria à prática. Após as discussões
sobre desigualdade de gênero, as alunas realizaram a “caminhada exploratória”,
saindo dos portões da escola para observar fatores ambientais, como terrenos
baldios, calçadas irregulares e pontos escuros que influenciam na sensação de
perigo.

No Benedito Bentes e na Ponta
Grossa, o foco seguiu a mesma linha: estimular o protagonismo juvenil. As estudantes
não apenas identificaram problemas, mas idealizaram soluções e produziram
materiais informativos para multiplicar o conhecimento entre os demais colegas.

 

Os insumos colhidos nessas oficinas
agora serão transformados em relatórios técnicos que servirão de base para
fortalecer a política Alagoas Lilás. Além disso, a Seduc prepara uma formação
específica em abril para as Gerências Regionais de Educação (GEEs), garantindo
que o tema da segurança urbana e do direito à cidade continue vivo dentro do
currículo escolar.


FONTE: Governo de Alagoas

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