GOVERNO DE ALAGOAS – Samu Alagoas capacita profissionais de Enfermagem para identificação de morte óbvia

A iniciativa visa otimizar o tempo-resposta dos recursos do serviço e garantir segurança técnica aos profissionais que atuam na ponta

Ação tem o objetivo de aprimorar a eficiência do atendimento pré-hospitalar e dar maior fluidez à regulação médica

Carla Cleto / Ascom Sesau

Larissa Sátiro / Ascom Samu

A Coordenação de Enfermagem da
Central Maceió do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou,
nesta semana, um treinamento online estratégico sobre a Identificação de Morte
Óbvia por Profissionais de Enfermagem. A ação tem o objetivo de aprimorar
a eficiência do atendimento pré-hospitalar (APH) e dar maior fluidez à regulação médica.

 

O evento reuniu técnicos de enfermagem de toda a I Macrorregião de Saúde de
Alagoas, formada pela Grande Maceió, Litorais Norte e Sul, Zona da Mata e Vale
do Paraíba. 

 

Durante a capacitação
foram alinhadas as condutas baseadas em protocolos nacionais e resoluções
do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). 

 

Otimização de recursos

 

A necessidade da capacitação é
reforçada por números expressivos. Em um levantamento das ocorrências de 2024,
das 738 fichas associadas à Parada Cardiorrespiratória (PCR), 475 foram acionadas
apenas para constatação de óbito, o que representa cerca de 67% dessas
chamadas.

A correta identificação desses
sinais pela equipe que chega primeiro ao local evita que Unidades de Suporte
Avançado (USA), equipadas com UTIs móveis e médicos, fiquem retidas em
ocorrências onde não há mais possibilidade de reversão do quadro, liberando-as
para casos onde a sobrevivência da vítima depende de intervenção imediata.

Segurança Jurídica e Protocolo

 

O treinamento destacou que a norma vigente permite que o profissional de
enfermagem identifique sinais de morte óbvia. Para isso, no entanto, é
necessário haver a comunicação obrigatória com a regulação médica, registro
formal dos achados em prontuário e atuação estrita dentro dos protocolos
estabelecidos.

O médico Antônio Mansur, coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP) da
Central Maceió do Samu Alagoas, e um dos palestrantes do treinamento, ressalta
que a clareza técnica é fundamental.  

 

“O reconhecimento de sinais
evidentes, como a rigidez cadavérica, livores de hipóstase ou lesões
incompatíveis com a vida, é uma competência que traz agilidade ao sistema.
Nosso foco é garantir que o profissional na ponta tenha subsídios técnicos para
tomar a decisão correta, sempre em sintonia com o médico regulador, otimizando
o envio da USA para quem realmente tem chance de reanimação”, salientou.

O Papel da Enfermagem no APH

 

A capacitação, que também contou
com a instrução do enfermeiro Caio César, reforça a autonomia responsável da
categoria. Para a coordenadora de enfermagem do Samu Maceió, Juliana Tenório, o
treinamento é um marco na valorização e na organização do serviço.  

 

“Capacitar nossos técnicos
para identificar a morte óbvia não é apenas uma questão de protocolo, é uma
estratégia de gestão de saúde pública. Quando a equipe de enfermagem atua com
segurança técnica e respaldo do Coren, conseguimos salvar mais vidas
indiretamente, garantindo que o recurso mais avançado do Samu esteja disponível
para as verdadeiras emergências de tempo-dependência”, enfatizou.

O treinamento faz parte de um ciclo de atualizações constantes promovido pelo
NEP, buscando manter o Samu Alagoas como referência em qualidade e precisão no
atendimento de urgência e emergência.

Visão Estratégica e Eficiência
Operacional

 

O fechamento do treinamento
reforçou que a integração entre a enfermagem, o Núcleo de Educação Permanente e
a Regulação Médica é o que sustenta a excelência do serviço em Alagoas. Para o
coordenador-geral do Samu Maceió, médico Mac Douglas, a iniciativa reflete
diretamente na ponta do atendimento.


“Nosso objetivo principal é salvar vidas e, para isso, a gestão do tempo e
dos recursos é vital. Quando alinhamos o conhecimento técnico da enfermagem
para a identificação de morte óbvia, estamos, na verdade, protegendo a
população. Isso garante que a Unidade de Suporte Avançado não fique retida em
uma ocorrência de óbito confirmado, permitindo que ela chegue minutos mais cedo
a um infarto ou a um trauma grave. É inteligência operacional a serviço do
cidadão alagoano”, finalizou o coordenador-geral.


FONTE: Governo de Alagoas

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