
GOVERNO DE ALAGOAS – Neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas alerta que esquecimento pode ser sinal de Alzheimer
Alice Cavalcante orienta que atenção aos sintomas iniciais é relevante para que o diagnóstico ocorra precocemente
Considerada a doença neurodegenerativa mais prevalente entre idosos, o Alzheimer costuma se manifestar de maneira sutil
Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
“Não é só esquecimento, é um aviso”.
O alerta da neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas
(HMA), Alice Cavalcante, resume bem um sintoma da doença de Alzheimer, uma
condição neurodegenerativa que ainda gera muitas dúvidas e,
especialmente entre familiares de pessoas idosas.
De acordo com a especialista, o
Alzheimer não começa de forma repentina ou apenas quando a perda de memória se
torna evidente. “Ele começa muito antes, de forma silenciosa, com pequenos
sinais que muitas vezes passam despercebidos”, explica.
Considerada a doença
neurodegenerativa mais prevalente entre idosos, o Alzheimer costuma se
manifestar de maneira sutil. Entre os primeiros indícios estão comportamentos
repetitivos, como fazer as mesmas perguntas ou contar a mesma história várias
vezes, além de alterações de humor, que podem incluir irritabilidade, ansiedade
ou retraimento.
Outro sinal de alerta é a
dificuldade em realizar tarefas simples do dia a dia. “A pessoa começa a ter
dificuldade em atividades habituais, como preparar uma refeição, seguir uma
receita ou até organizar pagamentos. Também pode apresentar desorientação no
tempo, não sabendo identificar o dia, mês ou ano”, detalha a neurologista.
Além disso, dificuldades na
comunicação, como a falta de palavras durante uma conversa, também podem
surgir. “A fala pode ficar mais limitada, porque o paciente não consegue nomear
objetos ou expressar ideias com clareza”, acrescenta Alice Cavalcante.
Diagnóstico Precoce
Diante desses sintomas,
especialmente quando passam a comprometer a autonomia e a funcionalidade da
pessoa, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes. “O
diagnóstico precoce é fundamental. Ele permite não só iniciar o tratamento
adequado, mas também ajuda o paciente e a família a se organizarem melhor, reduzindo
conflitos e sofrimento ao longo da evolução da doença”, destaca a especialista.
Embora o Alzheimer ainda não tenha
cura, o tratamento pode retardar a progressão dos sintomas, principalmente
quando iniciado nas fases iniciais. Além do uso de medicamentos, a especialista
reforça a importância de medidas não farmacológicas. “Atividade física
regular, alimentação saudável, estímulo cognitivo, como aprender algo novo e
manter a leitura, além da socialização e de um bom padrão de sono, são
fundamentais para ajudar no controle da doença”, orienta Alice Cavalcante.
Mais do que tratar a memória, o
cuidado com o Alzheimer envolve olhar para o paciente de forma integral. “Não
estamos falando apenas de memória, mas de uma pessoa, de uma história. Por
isso, observar, investigar e tratar precocemente faz toda a diferença. O tempo
é o nosso maior aliado”, finaliza a neurologista do Hospital Metropolitano de
Alagoas.
FONTE: Governo de Alagoas

