GOVERNO DE ALAGOAS – Governo do Estado torna-se mantenedor da Orquestra Filarmônica de Alagoas

Parceria com a Secult viabiliza a temporada 2026, com 22 apresentações e circulação por diferentes municípios

Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da iniciativa de músicos profissionais independentes

Assessoria Orquestra Filarmônica de Alagoas

Daniel Borges / Ascom Secult

A Orquestra Filarmônica de Alagoas entra em 2026 com um novo
passo na sua trajetória. O Governo de Alagoas passa a atuar como mantenedor da
instituição, por meio de um termo de fomento firmado com a Secretaria de Estado
da Cultura e Economia Criativa (Secult).

 

O investimento, no valor de R$ 1 milhão, garante a realização da
temporada, com 22 apresentações organizadas nas séries Allegro, Mundo, Didática
e Estrela Radiosa. A programação vai além de Maceió e chega a outros
municípios, levando a música de concerto a públicos que, muitas vezes, ainda
não tiveram esse contato.

 

A proposta também inclui concertos gratuitos, ingressos a preços
mais acessíveis e ações voltadas à formação de público, especialmente com
estudantes da rede pública. Ao mesmo tempo, movimenta uma rede de profissionais
que atuam nos bastidores das apresentações, como técnicos, produtores e equipes
de apoio.

 

Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa,
Mellina Freitas, a iniciativa amplia o alcance das políticas culturais em
Alagoas.

 

“O Governo de Alagoas tem
ampliado os investimentos na cultura e reconhecido iniciativas que transformam
a vida das pessoas. A Filarmônica de Alagoas cumpre um papel importante na formação
de público e na circulação da música de concerto, e essa parceria permite que
esse trabalho alcance ainda mais alagoanos”, disse.

 

“Esse é um passo muito
importante e que merece ser reconhecido. A decisão do governador Paulo Dantas
garante as condições para que a Filarmônica continue seu caminho, chegue a
novos espaços e mantenha vivo esse trabalho tão sensível, que aproxima as
pessoas da música”, completou a secretária.

 

O presidente da cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas,
Rafael Matias, ressalta o impacto da iniciativa.

 

“A parceria com o governo representa que a gestão enxerga a
cultura como patrimônio inestimável, sendo também um reconhecimento pelo
trabalho desenvolvido com todo empenho e esmero pelos membros da Filarmônica de
Alagoas ao longo de quase 10 anos. Para além dos 50 músicos vistos no palco em
um concerto, há mais de uma centena de stakeholders diretamente beneficiados
pelo poder da economia criativa, como técnicos de sonorização, iluminação,
plataforma de venda de ingressos, entre outros”, disse.

 

“Alagoas deixa de ser um dos poucos estados brasileiros a não
ter uma orquestra de porte sinfônico que tem o Estado como mantenedor, abrindo
portas para novos públicos, projetos e difusão da música de concerto”,
reforçou.

 

À frente da direção artística, o maestro Luiz Martins também
destaca o significado do momento.

 

“A Filarmônica de Alagoas nasceu em 2017 por iniciativa de
músicos e músicas aqui em Alagoas. Esse reconhecimento institucionaliza a
Filarmônica de Alagoas como equipamento cultural de relevância, garantindo
legitimidade e melhores condições de trabalho para se fazer arte de qualidade.
Este termo de fomento junto ao Governo de Alagoas traz não somente
previsibilidade financeira, mas acima de tudo planejamento consistente das
atividades artísticas e continuidade das ações para a nossa orquestra”, falou.

 

“Ao mesmo tempo, amplia o alcance social da orquestra,
fortalecendo projetos de formação e inclusão, marca indispensável nas nossas
atividades. Queremos continuar expandindo ações isso depende de muitas mãos
unidas, ente público, empresas privadas, artistas das mais distintas áreas e
público geral”, continua Luiz.

 

O maestro também destacou
que o investimento público amplia de forma significativa as possibilidades de
atuação da Orquestra, permitindo a realização de projetos que antes não eram
viáveis e fortalecendo o planejamento artístico da temporada.

 

“São 4 séries para esta
temporada 2026. Allegro, dedicada à música de concerto. Esta série será
gratuita, realizada com repertório de compositores da música clássica e será
realizada em igrejas. Teremos a oportunidade de homenagear também o alagoano
Hekel Tavares (130 anos de nascimento), um dos grandes gênios da música
brasileira”, explica.

 

“Teremos também a Série
Mundo: dedicada às fusões como Rock, cinema e outras fusões. Esta série é
fundamental pois é porta de entrada para novos públicos que nunca assistiram à uma
orquestra. Teremos também a Série Estrela Radiosa onde traremos com um grande
tributo à Djavan e outros temas. Esta série contempla a participação de
artistas alagoanos na nossa temporada. E por fim a série didática, também
gratuita, destinada à rede pública de ensino, ampliando a formação de novas
plateias”, fala.

 

“Entendemos que a nossa
Filarmônica deve sempre priorizar e valorizar os nossos artistas de Alagoas.
Teremos 22 concertos e temos a certeza, como é tradição, que todos os concertos
serão lotados. Além disso, também faremos apresentações no interior do estado,
cumprindo uma agenda necessária de interiorização das nossas atividades. A
Filarmônica de Alagoas é patrimônio cultural do povo alagoano e o mérito é
coletivo, feito a muitas mãos sempre”, finalizou.

Orquestra
Filarmônica de Alagoas

 

Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da
iniciativa de músicos profissionais independentes que decidiram, juntos, dar
forma a uma orquestra sinfônica no estado, organizada em modelo de cooperativa.

 

Ainda nos primeiros passos, o grupo começou a circular por
Maceió e municípios do interior, levando concertos que passeiam entre o
repertório erudito, a música popular e diferentes propostas temáticas.

 

Com o tempo, a Filarmônica estruturou suas temporadas, ocupou
teatros, igrejas e praças, e passou a desenvolver também ações formativas, com
apresentações voltadas a estudantes da rede pública.

 

Hoje, a orquestra amplia sua presença em Alagoas com uma
trajetória construída de forma coletiva, reunindo públicos diversos e levando a
música de concerto a cada vez mais espaços do estado.


FONTE: Governo de Alagoas

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