ALIADO – Renan Filho sai em defesa de Lula e diz que escândalo do Banco Master não atinge o governo

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master não tem ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não representa risco político para o governo.

A declaração foi feita em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, na qual o ministro criticou a tentativa da oposição de associar o caso ao Palácio do Planalto.

Segundo Renan Filho, o presidente recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro em agenda institucional, como ocorre regularmente com representantes do setor produtivo. “O presidente recebeu Vorcaro no papel de presidente da República, como recebe empresários e representantes de diversos setores”, afirmou.

Para o ministro, as investigações já em andamento demonstram que as autoridades responsáveis estão atuando para esclarecer o caso. Ele citou as ações da Polícia Federal e do Banco Central como exemplos de medidas que contribuíram para conter a atuação do banqueiro.

Renan Filho também avaliou que o episódio pode acabar sendo utilizado pelo próprio governo como argumento político para criticar a condução de políticas financeiras em períodos anteriores. “O enganador até almoça na sua casa, mas não janta porque no meio da tarde você descobre e o manda embora”, disse ao comentar a presença de Vorcaro em agendas oficiais no passado.

A investigação também ganhou repercussão no Congresso Nacional. O senador Renan Calheiros, pai do ministro, preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, colegiado que deve ouvir Vorcaro em depoimento nos próximos dias.

Questionado sobre críticas de que a comissão poderia ampliar a pressão sobre integrantes do chamado centrão, Renan Filho afirmou que o objetivo da CAE é apurar fatos ligados ao sistema financeiro e que qualquer pessoa pode ser convocada para prestar esclarecimentos.

Na avaliação do ministro, a comissão tem papel central no acompanhamento das políticas econômicas do país e na fiscalização de instituições financeiras, sendo uma das mais relevantes do Senado ao lado da Comissão de Constituição e Justiça.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *