Ciência e protagonismo feminino marcam ações do PROVOZ na Uncisal | Governo do Estado de Alagoas

25/02/2026 09:30 | SaúdeEducação

Ciência e protagonismo feminino marcam ações do PROVOZ na Uncisal

Coordenado por docentes e executado por alunas de Fonoaudiologia, projeto atua há cinco anos na promoção do bem-estar vocal de profissionais da educação


Presença feminina se destaca tanto na coordenação quanto na formação de novas profissionais

Danielle Cândido / Ascom Uncisal

A ciência também se materializa quando o conhecimento acadêmico orienta
práticas de cuidado e prevenção. Na Universidade Estadual de Ciências da Saúde
de Alagoas (Uncisal), esse movimento ganha forma por meio da extensão
universitária, que aproxima estudantes, serviços e comunidade. Um dos exemplos
é o Projeto de Promoção da Atenção à Saúde e Bem-Estar Vocal Docente (PROVOZ),
voltado à prevenção de distúrbios vocais entre professores da rede pública e
privada.

 

Nesse contexto, a presença feminina se destaca tanto na coordenação
quanto na formação de novas profissionais. Entre as extensionistas estão as
estudantes de Fonoaudiologia Luana Gomes da Silva, Helenn Beatriz Vasconcelos
Omena Cavalcante e Maria Heloysa Soares da Silva, algumas das integrantes do projeto.
Sob coordenação das professoras Edna Pereira Gomes de Morais e Vanessa Porto,
elas participam da organização e da realização das ações.

 

O PROVOZ atua há cinco anos com professores da educação infantil ao
ensino superior, público que apresenta maior risco de desenvolver alterações
vocais relacionadas ao trabalho. As ações envolvem orientações, exercícios,
acompanhamento e produção de materiais educativos construídos a partir das
demandas identificadas nas escolas, em parceria com o Centro de Referência em
Saúde do Trabalhador (Cerest) Estadual e outros profissionais da área, com foco
na prevenção, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida.

 

Para Helenn Cavalcante, o rigor científico está presente em todas as
etapas. “Nossas atividades não são baseadas em intuições. Existe fundamentação
teórica que orienta o planejamento, a execução e a avaliação das ações. Somos
incentivadas a buscar evidências científicas para garantir que a informação
levada à comunidade seja segura e atualizada”, afirma.

Ciência, formação e impacto social

O contato com docentes em diferentes níveis de ensino permite às
estudantes compreender as demandas relacionadas à saúde vocal e adaptar as
orientações às realidades encontradas nas instituições atendidas. Esse processo
também contribui para avaliar os resultados das ações e aperfeiçoar as
estratégias desenvolvidas pelo projeto.

“A extensão permite compreender a realidade das pessoas e aplicar o
conhecimento de forma mais adequada. Isso contribui para um cuidado mais humano,
respeitando as singularidades de cada sujeito”, destaca Luana Gomes.

A experiência também favorece a produção científica. As estudantes
participam de congressos, elaboram pesquisas e desenvolvem produtos
educacionais, como o jogo “Fala que eu caço!”, criado a partir das necessidades
observadas durante as ações. O material busca estimular a prevenção e o cuidado
vocal de forma acessível e contínua.

Para Maria Heloysa Silva, os resultados são percebidos na qualidade de
vida dos professores atendidos. “O projeto contribui para a redução do desgaste
vocal e prevenção de afastamentos. Ao final das atividades, conseguimos
observar evolução na resistência e na projeção da voz”, relata.

No contexto do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência,
celebrado em 11 de fevereiro, as estudantes destacam o protagonismo feminino na
extensão e na produção de conhecimento. A presença de professoras pesquisadoras
e coordenadoras de projetos na Uncisal, segundo elas, contribui para inspirar
novas trajetórias acadêmicas.

“Ver mulheres à frente de pesquisas, projetos e cargos de liderança
mostra que esse espaço também é nosso. A ciência faz parte da nossa formação e
da transformação da realidade”, afirma Maria Heloysa Silva.

A reportagem integra a série especial da Uncisal em alusão à data, que
apresenta trajetórias de mulheres que articulam ensino, pesquisa, extensão e
assistência. No caso do PROVOZ, a experiência evidencia como a produção
científica, aliada à extensão universitária, contribui para aproximar a
universidade da comunidade, qualificar práticas de cuidado, prevenir distúrbios
vocais relacionados ao trabalho e fortalecer ações de promoção da saúde no
âmbito do Sistema Único de Saúde.



Fonte: Governo de Alagoas