Hematologista do Hemoal destaca importância do cadastro para doação de medula óssea | Governo do Estado de Alagoas

24/02/2026 09:44 | Saúde

Hematologista do Hemoal destaca importância do cadastro para doação de medula óssea

Alagoas conta com 69.680 pessoas cadastradas para ato solidário, mas miscigenação da população tona número pequeno


Para se cadastrar como doador de medula óssea, basta comparecer ao Hemoal e doar 5 ml de sangue

Carla Cleto / Ascom Sesau

Josenildo Törres / Ascom Hemoal

Destinada a salvar a vida de pessoas acometidas por doenças do sangue,
como a leucemia e aplasia medular, a doação de medula óssea é um procedimento
simples, mas o número de voluntários em Alagoas é considerado pequeno. Isso
porque, mesmo diante de 69.680 alagoanos cadastrados para praticar este gesto
nobre, as chances de encontrar um doador compatível com um receptor se
assemelha a ganhar na loteria, já que apenas 1 em cada 100 mil doadores terá
100% de compatibilidade e poderá realizar o procedimento.

 

O alerta é da médica hematologista Verônica Guedes, que atua no
Hemocentro de Alagoas (Hemoal) e que, diariamente, se depara com pacientes
diagnosticados com doenças graves como a leucemia entre os pacientes
assistidos. Diante deste quadro, aumentar o número de alagoanos cadastrados
para a doação de medula óssea é imprescindível.

 

“A dificuldade de encontrar um doador compatível com um receptor ocorre
porque é necessário que o código genético de ambos seja semelhante para que a
doação e o transplante ocorram e o receptor, ou seja, o paciente, seja curado.
Como o Brasil é um país miscigenado e conta com indígenas, africanos,
americanos, europeus e asiáticos, essa compatibilidade se torna uma tarefa cada
vez mais complexa”, explica Verônica Guedes.

 

Diante deste cenário, quanto maior for o número de alagoanos cadastrados
como doadores de medula óssea, maiores serão as chances de encontrar
voluntários compatíveis com os pacientes que necessitam do transplante. “Deste
modo, os alagoanos que desejam praticar um gesto nobre e salvar uma ou mais vidas
podem procurar uma das unidades do Hemoal e fazer o cadastro”, esclarece a
hematologista do hemocentro alagoano.

 

O cadastro

 

Os interessados em se cadastrar como doadores de medula óssea devem
seguir critérios pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Além de ter entre
18 e 35 anos, devem portar documentos como CPF ou RG, um comprovante de
residência, além de estarem em boas condições de saúde e não podem ser
portadores de doenças infectocontagiosas e autoimunes, além de não
terem tido câncer.

 

Para se cadastrar, os voluntários se dirigem ao Hemoal e preenchem um
formulário. Na sequência, eles fazem a doação de 5 ml de sangue, cujas amostras
serão submetidas a exames laboratoriais para que sejam obtidos os códigos
genéticos, que serão encaminhados ao Cadastro dos Doadores de Medula Óssea
(Redome). Deste modo será feito um cruzamento com os dados do Cadastro de
Receptores de Medula Óssea (Rereme), onde os pacientes que precisam de
transplantes estão inseridos.

 

Se houver compatibilidade, os doadores serão convocados para
realizar exames complementares. Com a comprovação das compatibilidades, os
doadores serão chamados para fazer os procedimentos e todos os custos com
passagem e hospedagem serão financiados pelo Governo Federal, por meio do Ministério
da Saúde.

 

A doação

 

Verônica Guedes explica que a doação consiste em uma punção na medula
óssea, a qual, segundo a hematologista do Hemoal, não deve ser confundida com a
coluna vertebral. Por meio deste procedimento, é retirada uma quantidade de um
líquido esponjoso que será utilizado para ser transplantado no paciente
compatível e que está acometido por uma doença hematológica.

 

“Após a realização da doação para o transplante de medula óssea, o
voluntário retoma as suas atividades normais em até 48 horas. Assim, fazemos um
chamado aos alagoanos que ainda não se cadastraram para doar medula óssea, que
possam se tornar potenciais doadores, pois este gesto é decisivo para salvar a
vida de um paciente que corre contra o tempo à espera de um transplante”.

 


Onde se Cadastrar

 

Segunda a sexta-feira

 

Arapiraca

 

Unidade Eldorado – Próximo à Escola Alternativa

 

Das 7h às 18h

 

Maceió

 

Unidade Trapiche – ao lado do HGE

 

Das 7h às 18h

 

Unidade Via Expressa – ao lado do Hospital Metropolitano

 

Das 7h às 18h

Sábado

 

Arapiraca

 

Unidade Eldorado – Próximo à Escola Alternativa

 

Das 7h às 17h

 

Maceió

 

Unidade Via Expressa – ao lado do Hospital Metropolitano

 

Das 7h às 17h

 



Fonte: Governo de Alagoas