Casos de dengue caem quase 40% nas 4 primeiras semanas epidemiológicas de 2026 | Governo do Estado de Alagoas

19/02/2026 11:45 | Saúde

Casos de dengue caem quase 40% nas 4 primeiras semanas epidemiológicas de 2026

Registros de zika e chikungunya também seguem em recuo em Alagoas, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (19)


Supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protázio, ressalta que a população deve manter as medidas de prevenção

Carla Cleto / Ascom Sesau

Ruana Padilha / Ascom Sesau

Alagoas registrou redução de 39,1% nos casos
de dengue nas quatro primeiras semanas epidemiológicas de 2026, em
comparação com as quatro últimas semanas de 2025. Os dados foram divulgados
nesta quinta-feira (19), pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), mostrando
que em janeiro deste ano foram notificados 126 casos, contra 207 no mesmo
período do ano passado.

 

O Boletim das Arboviroses também revela que houve um recuo
de 77,3% nos casos de chikungunya em Alagoas e aponta que, no período
analisado, não houve casos de zika nem em 2025 e nem em 2026. Até a semana
epidemiológica quatro, o Estado também não registrou casos suspeitos de febre
do Oropouche.

 

O levantamento também mostra que não houve óbitos
confirmados por dengue no intervalo avaliado, mantendo a mortalidade
zerada, e indica que o cenário epidemiológico segue classificado como de
normalidade para dengue, chikungunya, zika e febre do Oropouche. A análise
dos parâmetros consta no Plano Estadual de Enfrentamento das Arboviroses. 

 

Manter Medidas de
Prevenção

 

O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protázio, ressalta
que, apesar da queda nos indicadores, a população deve manter as medidas de
prevenção. A principal é eliminar os recipientes que possam acumular água
parada e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, principal
transmissor da dengue, zika, chikungunya e da febre do Oropouche.

 

“As arboviroses possuem rápida disseminação, acontecem por
alto número ou alto percentual de infestação do Aedes aegypti. Reduzindo as
infestações ou a população de mosquitos, nós vamos reduzir também o número de
adoecimentos. Então, o engajamento da sociedade é que vai definir o sucesso e a
redução do número do adoecimento das arboviroses no nosso Estado”, explicou
Protásio.

 

De acordo com o supervisor de endemias da Sesau, os
municípios têm função primordial na estratégia de prevenção e combate ao
mosquito transmissor. Ele explica que é fundamental manter o engajamento das
equipes municipais para o enfrentamento das doenças durante o período sazonal e
período de intensa chuva.

 

“São nos municípios que acontecem as ocorrências, então, a
organização municipal é fundamental. Seja por meio da estratégia de Saúde da
Família, com os Agentes Comunitários de Saúde, que fazem as visitas
domiciliares, ou pelo conjunto de Agentes de Controle de Endemias, que
desenvolvem ações específicas também, na vigilância entomológica e
estratificação das áreas de risco, para intensificar as atividades de combate
ao Aedes aegypti, transmissor das arboviroses”, pontua.

 

Paulo Protásio destaca, ainda, o lançamento do Plano de
Enfrentamento das Arboviroses em 2026. O documento, elaborado pela equipe
técnica da Sesau, tem como foco a organização da resposta nos municípios e no
estado. O plano visa reduzir casos e melhorar o atendimento às famílias alagoanas,
impactando positivamente a situação da saúde.

 

“É um trabalho conjunto, construído por todos os setores da
Sesau. E ele é primordial para melhor organização do enfrentamento das
arboviroses nos municípios. O Plano de Enfrentamento das Arboviroses
em 2026 é resultado da união dos agentes municipais, por meio do
Cosems/AL [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas] e do próprio
Estado”,  enfatiza.



Fonte: Governo de Alagoas