
POLICIAIS MILICIANOS – Militares têm prisão preventiva decretada após flagrante de extorsão realizado por colegas de farda
Justiça converteu flagrante em preventiva, alegando risco à ordem pública e periculosidade da conduta

A Justiça de Alagoas decretou a prisão preventiva de dois policiais militares que foram presos em flagrante na quinta-feira (08) sob a acusação de extorsão.
O flagrante e a ação do BOPE
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO: 00145482/2025), a guarnição do BOPE recebeu informações de que, no dia anterior (07/10/2025), cinco homens, sendo três trajando farda da PM, teriam invadido uma residência, ameaçado o morador e subtraído objetos, forçando um acordo para que a vítima entregasse uma quantia em dinheiro no dia seguinte.
Em patrulhamento nas imediações do Sam’s Club, a equipe do BOPE avistou um homem correndo na Avenida Pau Brasil. Após a abordagem, a vítima informou estar sendo extorquida por dois homens, apontando-os em seguida.
Ao realizar a abordagem dos suspeitos, a própria guarnição do BOPE constatou que se tratava de dois policiais militares. Em busca pessoal, verificou-se que ambos portavam suas armas institucionais. A ação da tropa de elite da PM, que prendeu seus próprios integrantes, destacou-se pela resposta imediata à denúncia.
Versões conflitantes e material apreendido
Conforme o histórico da ocorrência, os policiais abordados relataram que a situação seria uma “evolução” de uma ocorrência anterior envolvendo arma de fogo e entorpecentes. Eles admitiram ter liberado o autuado na ocasião, mediante um acerto para receber determinada quantia em dinheiro que seria entregue naquela data.
Diversos itens foram apreendidos com os suspeitos, incluindo:
* Duas pistolas Glock calibre 9mm, com carregadores e munições;
* Duas munições calibre .38 e 67 munições calibre 9mm;
* Um colete balístico;
* Itens pessoais como pulseira dourada, celulares, uma balança de precisão portátil, um cinto tático e uma algema.
A vítima e os dois policiais, identificados como Neandro Felipe Fernandes Correia Moreira e William Silva de Almeida Júnior, foram encaminhados à Central de Flagrantes.
Justiça decretou prisão preventiva
A Prisão em Flagrante foi convertida em Prisão Preventiva pela Justiça. O magistrado responsável pelo caso justificou a medida como necessária “para a garantia da ordem pública, ante a periculosidade evidenciada pela conduta dos autuados”.
O juiz ressaltou que as medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes e, com base nos artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal, converteu a prisão. A decisão visa evitar a reiteração criminosa em face da gravidade do crime. Os competentes mandados de prisão foram expedidos.

