
ELEIÇÕES 2026 – Lira descarta Davi Davino e Gaspar e busca ser o único da oposição ao Senado
Ex-presidente da Câmara confirma pré-candidatura ao Senado por Alagoas e veta candidaturas de aliados próximos, focando em unificar o campo contra Renan Calheiros
O tabuleiro político de Alagoas para as eleições de 2026 ganhou um lance de peso nesta quarta-feira, 1º de outubro, com a manifestação clara do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). Em entrevista, Lira confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e, mais do que isso, estabeleceu uma estratégia de jogo para o campo da oposição: a unificação em torno de seu nome. Lira, que não buscará a reeleição para a Câmara nem para o comando da Casa, mira uma das duas cadeiras em disputa no pleito.
A grande novidade na declaração de Lira foi a imposição de um limite para os aliados. Ele foi categórico ao descartar a possibilidade de que o grupo político opositor lance três nomes de peso para a mesma disputa. O deputado mencionou nominalmente os aliados Davi Davino Filho (PP) e Alfredo Gaspar de Mendonça (União Brasil), afirmando que não há “viabilidade” ou “espaço” para que ele, Davino e Gaspar concorram simultaneamente. Esta fala é um recado direto, visando evitar a fragmentação de votos.
A estratégia de Lira é vista por analistas políticos como um movimento calculado para minimizar riscos. Uma concorrência tripla no mesmo campo político poderia dividir o eleitorado que se opõe ao MDB e à base do governo federal, facilitando a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB), que é o nome forte do grupo governista. Ao centralizar o apoio, Lira tenta consolidar-se como o único nome capaz de fazer frente ao clã Calheiros no pleito majoritário.
Essa movimentação fortalece a polarização esperada para 2026 em Alagoas: de um lado, a base aliada ao governo federal, com o PT e o MDB de Renan Calheiros e Renan Filho; de outro, a oposição, personificada em Arthur Lira. A decisão de Lira de “cortar” os potenciais concorrentes internos demonstra sua intenção de ir para o embate com força máxima, buscando evitar o risco de perder a vaga senatorial devido a divisões internas no seu campo de apoio.

