
MANDATO EM RISCO – Prefeita de Lagoa da Canoa pode perder cargo por esquema de compra de votos
Edilza Alves será julgada pela Justiça Eleitoral por envolvimento em fraude eleitoral; decisão pode levar à cassação e inelegibilidade por oito anos
A prefeita de Lagoa da Canoa, Edilza Alves de Souza (PP), será julgada a partir desta quinta-feira (21) pela Justiça Eleitoral, acusada de participação em esquema de compra de votos durante as eleições do ano passado.
Segundo investigações, Edilza, junto à ex-prefeita Tainá Veiga, liderou ações de abuso de poder político e econômico, manipulando o resultado do pleito. Vídeos divulgados em setembro de 2024 mostraram negociações suspeitas envolvendo membros da administração municipal.
A ação (processo nº 0600449-68.2024.6.02.0044), que corre na 44ª Zona Eleitoral de Girau do Ponciano, aponta transferências irregulares de títulos eleitorais e uso da máquina pública para favorecer a então candidata Edilza. Caso condenada, a prefeita pode perder o mandato, e os envolvidos se tornarem inelegíveis por oito anos.
Outros alvos da investigação incluem integrantes do núcleo político da gestão de Edilza Alves: Elialdo Ferreira Alves, Valderez Faustino dos Santos, Jadielson Tavares Rodrigues, Genival Vieira Sampaio e Ednaldo Fernando Santos Lima. A decisão judicial será acompanhada de perto pelo eleitorado e promete alterar o cenário político local.

