ESTUPRADOR LIVRE – Justiça revoga prisão preventiva de Kel Ferreti, condenado por estupro em Maceió

Influenciador tambem é apontado como suposto chefe de uma organização criminosa envolvida com jogos de azar online

A Justiça de Alagoas revogou, nesta quarta-feira (6), a prisão preventiva do influenciador digital Kel Ferreti, condenado a 10 anos de reclusão pelo crime de estupro contra uma enfermeira de 28 anos em Maceió. A decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas permite que o réu recorra em liberdade. Segundo a defesa, não foram impostas medidas cautelares.

Ferreti havia sido denunciado pelo Ministério Público do Estado pelos crimes de estupro e lesão corporal. Conforme a acusação, o abuso sexual ocorreu em julho de 2024, após o influenciador conhecer a vítima por meio de um grupo de apostas online. A mulher relatou que, após trocas de mensagens de teor sexual, os dois marcaram um encontro em uma pousada no bairro de Cruz das Almas, na capital. Ela afirmou que foi submetida a uma relação sexual violenta e não consentida.

No Boletim de Ocorrência registrado em setembro, a vítima detalhou que ficou bastante machucada e que o influenciador demonstrou indiferença. Como prova, foram apresentados prints de conversas nas quais Ferreti sugere que a mulher “coloque gelo no local” para aliviar a dor. Ainda segundo o relato, ele teria se identificado como policial e dito que sabia medir sua força por já ter “batido em muitos bandidos”.

Apesar da condenação, a defesa do influenciador afirma que irá recorrer e que mantém a tese de inocência. “A liberdade do Kel foi um passo essencial, mas a luta pela absolvição continua. Temos plena convicção de sua inocência. Nos autos, não há provas que sustentem a acusação. O que existe é uma narrativa frágil, sem respaldo técnico ou jurídico”, declarou a advogada Amanda Montenegro, em nota enviada ao portal g1.

Investigado por organização criminosa

Antes de ser denunciado por estupro, Ferreti já era alvo da Justiça em outro processo. Ele foi preso em dezembro de 2025 durante a Operação Trapaça, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF). A investigação o apontava como líder de uma organização criminosa envolvida em jogos de azar online e possíveis fraudes bancárias.

Durante a ação policial, foram apreendidos no apartamento do influenciador R$ 20 mil em espécie, joias, 14 aparelhos iPhone e um Porsche. Segundo os investigadores, as empresas ligadas a Ferreti apresentavam movimentações financeiras suspeitas e estariam envolvidas em golpes virtuais.

Apesar da revogação da prisão preventiva, os processos contra Kel Ferreti continuam em andamento. Ele responde agora em liberdade.