
DESCASO – Corpo de Wilton Lourenço é encontrado em rio de Cajueiro; família denuncia negligência das autoridades
Filha publica vídeo nas redes sociais, indignada com o tratamento dado ao caso pelos órgãos competentes
O corpo de Wilton Lourenço, conhecido como Tatu, foi localizado na tarde de quarta-feira (2), às margens do Rio Paraíba, próximo ao Bar do Duro, no município de Cajueiro, interior de Alagoas. Wilton, natural de Viçosa, estava desaparecido desde o último domingo (29). Familiares informaram que Wilton sofria com crises de alcoolismo e poderia apresentar episódios de desorientação, o que aumentou a apreensão durante o período em que esteve desaparecido. Amigos e parentes realizaram buscas pela região até a triste confirmação da morte.
Após o encontro do corpo, a família confirmou a identidade, mas ainda aguarda os resultados dos exames do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as causas da morte. Além da dor pela perda, a família de Wilton expressou indignação com a conduta dos órgãos responsáveis pelo atendimento e remoção do corpo. A psicóloga Jéssica Firmino, filha da vítima, utilizou suas redes sociais para denunciar o que classificou como “descaso e total falta de preparo” na condução da ocorrência.
Segundo Jéssica, no momento em que o corpo foi encontrado, apenas uma guarnição policial estava no local, que não realizou o devido isolamento da área. A família foi informada de que a guarnição permaneceria no local até a chegada do IML, mas se retirou confiando nessa informação. Na manhã seguinte, pescadores alertaram sobre a presença de urubus rondando o corpo, o que indicaria falha no resguardo da dignidade do falecido.
A remoção do corpo pelo Corpo de Bombeiros só ocorreu após o alerta da população local. Ainda segundo a denúncia da família, o procedimento pericial foi realizado de forma inadequada, com o corpo exposto publicamente em um saco aberto diante de testemunhas, incluindo crianças, causando profundo sofrimento aos presentes.
“Se a vítima fosse alguém com maior visibilidade social ou pertencente a família influente, o atendimento teria sido o mesmo?”, questiona a filha de Wilton, ressaltando que o caso reflete desigualdade estrutural e desumanização no tratamento de famílias comuns em momentos de vulnerabilidade. O caso gerou comoção nas cidades de Viçosa e Cajueiro, onde amigos e familiares prestaram homenagens e manifestaram revolta nas redes sociais.
Assista

